Crise argentina pode elevar uso de convênio da Aladi

O agravamento da crise argentina e a dificuldade que alguns exportadores começam a enfrentar para receber pagamentos do país vizinho podem fazer com que o Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR), sistema de compensação de pagamentos do comércio entre países da América Latina, passe a ser mais usado com a Argentina.

De janeiro a agosto, somente 2,2% das exportações brasileiras aos argentinos foram feitas via CCR. O índice é menor que a média de 5,4% de utilização nas exportações brasileiras para países da Aladi, bloco no qual funciona o convênio. Nas exportações brasileiras para a Venezuela o CCR representa 50%, segundo dados fornecidos pelo Banco Central (BC).

Glória Rodrigues, sócia da consultoria de comércio exterior Emplaex, explica que o CCR foi muito utilizado na década de 80. Naquela época, de 80% a 90% das exportações brasileiras para os países da Aladi passavam pelo convênio, em razão do risco cambial envolvido, já que grande parte dos países do bloco enfrentava alto endividamento e liquidez comprometida. Hoje a situação é outra e, por isso, exceto no caso da Venezuela, a fatia de negócios que passam pelo CCR é pequeno, diz um técnico do BC que não quis ser identificado.

O CCR, diz Glória, cobre o risco-país, porque o aval é dado pelo banco central local. A operação via CCR não costuma ser utilizada em situações mais tranquilas, porque traz um custo adicional ao exportador. Isso acontece porque os bancos centrais de cada país delegam a operacionalização de crédito e seguro à exportação para determinadas agências bancárias de seu país. E como as autorizações de movimentação de câmbio dentro das operações de CCR são limitadas, a agência bancária autorizada cobra taxas mais salgadas do importador, que precisa dar a seu fornecedor o aval do BC local.

“Geralmente o custo é repassado ao exportador, que prefere arcar com esse valor adicional do que correr o risco de enfrentar inadimplência”, afirma Glória. O exportador, portanto, abre mão do aval do BC local e opta por uma operação de câmbio e crédito mais barata quando a avaliação é de que não há risco país. Glória explica que as trocas comerciais entre parceiros brasileiros e argentinos, assim como o comércio com a Venezuela, são muitas vezes operações intracompanhias.

“Isso é muito comum no setor automotivo entre esses países, por exemplo”, diz a consultora. Esse é, segundo ela, o caso típico em que não há nenhum risco comercial. No caso da Venezuela, porém, mesmo as operações de comércio são feitas via CCR em razão do risco político. Nesse caso, o custo adicional da operação via CCR tira a margem do exportador.

O problema, diz o técnico do BC, é que a questão do lado argentino é menos do atraso de pagamento e mais do bloqueio às importações e da demanda. Heitor Klein, presidente da Abicalçados, que reúne a indústria calçadista, faz análise semelhante. Ele diz que hoje o exportador tem dificuldades de vender para a Argentina por conta do controle ainda existente via atraso na liberação das licenças de importação e também por conta da queda do nível de consumo no país vizinho. Os relatos de atraso de pagamento, diz Klein, ainda são pontuais. “Tivemos um ou dois casos há cerca de um mês, mas já foram solucionados.”

O CCR se transformou, na prática, em um instrumento de governo para viabilizar o financiamento de projetos de infraestrutura na região nos últimos anos. Glória explica que operações de bancos de fomento usam o CCR quando se trata de projetos de infraestrutura nos países que fazem parte do convênio. “Nesse caso a aplicação de recursos públicos e os prazos longos justificam o uso do CCR. Um país que não apresenta risco político hoje pode se ter sua situação transformada em alguns anos.”

“Hoje o mecanismo é visto como um instrumento de governo de promoção da exportação, um veículo para viabilizar o financiamento de projetos de infraestrutura”, diz Luiz Filipe de Castro Neves, chefe de departamento da área de comércio exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O convênio foi firmado no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). São signatários os bancos centrais dos países-membros da associação: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e República Dominicana. A compensação, em dólares americanos, é efetivada a cada quatro meses e a liquidação dos pagamentos é feita entre os BCs – somente se transfere ou se recebe o resultado líquido entre importações e exportações.

“É um meio de pagamento seguro. Desde que ele existe nunca houve default de nenhum país, por isso ele é considerado um mitigador de risco”, diz Lúcia Helena Monteiro Souza, consultora-sênior da Barral M. Jorge Consultores Associados. Se um país não pagar uma operação, ele não estará inadimplente apenas com o país exportador, mas sim com todo o grupo, diz Carlos Frederico Braz de Souza, também chefe de departamento da área de comércio exterior do BNDES.

O perfil do convênio começou a mudar no começo dos anos 2000, quando os bancos centrais dos países, inclusive do Brasil, começaram a restringir as operações via convênio, para reduzir os riscos a que estavam expostos. Lúcia Helena conta que o BC brasileiro, por exemplo, deixou de fazer o reembolso automático das operações – que é a aceitação irrevogável dos débitos imputados dentro do convênio.

“Até 2001, o BC pagava ao exportador ou ao banco financiador um título de crédito na data do vencimento e aguardava a compensação do banco central do país importador, que é feita quadrimestralmente no CCR”, exemplifica Lúcia Helena, ex-assessora especial da secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. Esse reembolso automático fazia do BC o credor da operação.

A especialista explica que o BC avaliou, no entanto, que não tinha papel de financiador nem de garantidor de exportações, quando decidiu parar de dar o reembolso. “Agora ele só paga quando o convênio faz a compensação a cada quatro meses.”

Com isso, os bancos privados deixaram de usar o convênio. “Hoje no Brasil as operações dentro do convênio só acontecem para financiamentos do BNDES e do Proex”, diz Lúcia Helena. O Proex é um dos principais instrumentos públicos de apoio às exportações brasileiras de bens e serviços.

O CCR, porém, continuou sendo um mitigador de risco, uma vez que nunca registrou inadimplência desde sua criação. Esse fator é importante para a estruturação de financiamentos para países da América Latina, uma vez que um de seus maiores desafios é a obtenção de garantias adequadas a um custo competitivo.

“Ele continua sendo valorizado pelos países da região por seu bom histórico [pagador]”, diz Neves, do BNDES. Ele explica que todos os financiamentos de maior valor concedidos pelo banco de desenvolvimento e que envolvam risco soberano – ou seja, a contraparte é o governo de outro país – são direcionados para o CCR. “É uma orientação do governo por ser um bom mitigador de risco. Usamos para financiar nossas exportações”, diz.

Desde que os bancos centrais começaram a colocar restrições, o volume de operações no convênio começou a cair, observa Lúcia Helena. Considerando todos os países integrantes, em 2013, passaram pelo convênio US$ 5,6 bilhões, recuo de 8,2% contra 2012. O valor equivale a 3,6% das importações intrarregionais. O volume de transações também caiu para 17 mil, queda de 24% na relação anual. O Brasil é o maior país credor do sistema, com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões em 2013. O maior devedor é a Venezuela, com saldo negativo de US$ 4,4 bilhões. Com queda de operações desde 2009, o convênio perdeu 20% de seu volume nos últimos cinco anos.

Marta Watanabe e Thais Folego

 

Novas soluções de consulta confirmam entendimentos relacionados com o frete internacional – Siscoserv

A Receita Federal, através as Superintendências Regionais da 6a e 10a Regiões Fiscais, publicaram hoje, 25.11.2014, 4 soluções de consulta interpretando e esclarecendo a Solução de Consulta 257/14 do Cosit, que trata dos fretes internacionais x Siscoserv.
Das novas soluções, 3 confirmam que o importador de mercadorias, é quem deve registrar o serviço de transporte internacional no Siscoserv, obviamente quando contratar este serviço, ainda que por intermédio de outra pessoa, que é – via de regra – o agente de carga.

A quarta solução fala dos serviços de representação comercial, que são passíveis de registro no Siscoserv, quando tomados de prestadores residentes ou domiciliados no exterior, independentemente do meio de pagamento utilizado para remunerar tais serviços.

Como se refere à Solução de Consulta 257, pressupomos tratar-se de alguma atividade relacionada com o frete internacional. Talvez a atividade de agenciamento, aqui narrada como “representação comercial”. Daí então a necessidade de registro dos valores referentes à sua remuneração ou comissionamento, na parte da NBS que trata dos serviços auxiliares aos transportes (1.0607).

Particularmente entendo este termo “representação comercial” equivocado. Porém nesta solução tem mais valor o entendimento de que a o registro independe do meio de pagamento.

Estas soluções confirmam os entendimentos sempre explicitados pelo Canal Aduaneiro.

Fonte: Canal Aduaneiro

Reforma do SGP do Canadá

Prezados (as),
Em 30 de setembro de 2013, o Governo canadense anunciou um conjunto de mudanças no Sistema Geral de Preferências do país<http://canadagazette.gc.ca/rp-pr/p2/2013/2013-10-09/html/sor-dors161-eng.php>, contidas no Plano de Ação Econômica de 2013. Dentre as mudanças, consta no Plano a exclusão do Brasil e de mais 71 países do benefício do SGP, a partir de 1º de janeiro de 2015.
Dois critérios foram utilizados para a exclusão destes países: (1) a classificação por dois anos consecutivos como países de renda média-alta ou alta segundo os critérios do Banco Mundial; e (2) países que possuem uma cota de 1% ou mais das exportações mundiais por dois anos consecutivos, de acordo com as últimas estatísticas da Organização Mundial do Comércio.
A exclusão brasileira em 1º de janeiro de 2015 ocorrerá porque o país se enquadra em ambos os critérios. No Mercosul, além do Brasil, Venezuela, Uruguai e Argentina foram excluídos. Também perderam o benefício Chile, Peru, Colômbia, Índia e China.
Fonte:
Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

 

Ação comercial forte na Colombiaplast consolida presença brasileira no mercado da América Latina

As empresas associadas ao Think Plastic Brazil tiveram a oportunidade de participar de mais uma edição da Colombiaplast, realizada entre os dias 29 de setembro e 03 de outubro, em Bogotá. Especializada no segmento industrial, a feira, que acontece de dois em dois anos, já faz parte do calendário do Programa desde 2006 e é um dos destaques na Colômbia, um dos mercados prioritários para a área de plástico

TPB_156_102014_colombiaplastDesta vez 15 empresas participaram do evento: Copobras, C-Pack, Cromex, Embaquim, Geraldiscos, Jaguar, Kromos, Naxos, Nortene, Pabovi, Packseven, Pisani, Schwanke, Topack e Zaraplast. No total, os 431 contatos realizados geraram exportações imediatas da ordem de US$ 112 mil, com 57 possíveis negócios a serem concretizados nos próximos 12 meses.

Cristina Sacramento, especialista em Desenvolvimento de Mercado para Embalagens Flexíveis do Think Plastic Brazil, destaca que a feira possibilita oportunidades de negócios além da Colômbia. Nessa rodada, por exemplo, os empresários brasileiros receberam visitas de compradores de 13 países: Colômbia, Costa Rica, Venezuela, Estados Unidos, Equador, Panamá, Brasil, República Dominicana, Peru, Nicarágua, Honduras, Bolívia e Trinidad e Tobago.

Segundo Márcia Vendrame, da Pabovi, que expôs na feira pela primeira vez, “o objetivo era conhecer e fazer contatos. Mas o evento superou as nossas expectativas. Fruto de um contato feito na feira, visitamos um importador e estamos em vias de fechar uma venda”, afirma a representante da área de Negócios Internacionais da empresa.

Pedro Pontim, da Kromos, também ficou entusiasmado com o evento. Ele considera importante conhecer o mercado, principalmente para quem está iniciando no processo de exportação.“Aqui estamos tendo a oportunidade de fazer contatos e trocar experiências”, confirma.

Já Valdemar Retke, gerente Comercial da Naxos, que estreou na Colômbia na feira Andina-Pack ano passado e agora participou da Colombiaplast, conta que a partir da feira, a Naxos desenvolveu um distribuidor na Colômbia. “Há uma aceitação do mercado, principalmente em relação aos produtos personalizados, estamos animados”, completa.

Na opinião de Douglas de Lima, gerente de Comércio Exterior da C-Pack, a participação neste tipo de evento consolida a presença no mercado. “A C-Pack já tem clientes ativos na Colômbia, mas nos interessa também países próximos, como Panamá, Equador, Peru e Costa Rica”, reforça.

Algumas empresas, como a Copobras, também aproveitaram a Colombiaplast para circularem e ampliarem seu alcance.

“Mais uma vez, a Colombiaplast mostrou ser um evento que representa o mercado colombiano e a região andina. E nós estamos vindo cada vez mais preparados, com várias ações de inteligência e integração com outros eventos, como o Projeto Comprador”, confirma Marco Wydra, gerente executivo do Think Plastic Brazil.

Assista os depoimentos das empresas associadas, participantes da feira:

Pack Expo Chicago, Projeto Comprador UD e Plastimagen agitam os últimos meses de 2014

O Programa Think Plastic Brazil, projeto setorial de promoção de exportações desenvolvido em parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Instituto Nacional do Plástico (INP), levará suas associadas para participar de três importantes eventos internacionais até o final de 2014, sempre com o objetivo de promover a cultura exportadora das empresas. 

TPB_156_102014_packexpoEntre os dias 02 e 05 de novembro, dez empresas participarão da Pack Expo, que será realizada em Chicago, Illinois (EUA). A feira é especializada em Embalagens Rígidas e Flexíveis.

Na sequência, será a vez do Projeto Comprador do segmento de Utilidades Domésticas, de 16 a 19 novembro, em São Paulo. Na ocasião, será realizada palestra com Arturo Molina Gutiérrez, professor, pesquisador e vice-presidente de Pesquisa, Estudos de pós-graduação e Educação Continuada do Tecnológico de Monterrey, México. Ele falará sobre desenvolvimento de produtos com foco em mercados emergentes.

Fechando o calendário, a Plastimagen, que acontece na cidade do México, de 18 a 21 de novembro e tem foco em embalagens flexíveis.

Para mais informações sobre a agenda de eventos do Think Plastic Brazil, clique aqui.

Think Plastic Brazil tem quatro novas associadas de peso: Inplac, Mega Embalagens, Nortene e Pabovi

O segmento de Embalagens do Think Plastic Brazil acaba de ganhar um reforço. Quatro empresas entraram para a base, nos últimos meses, com o claro objetivo de investir em exportação.

NorteneA paulista Nortene, especializada em geomembranas e plásticos flexíveis para os segmentos Agrícola, Construção Civil e Agropecuária, acredita que com flexibilidade, investimento em tecnologia, capacidade produtiva e atendimento sob medida, será possível expandir seus negócios no exterior com o apoio do Think Plastic Brazil. “A empresa já é líder no mercado nacional, agora queremos ganhar o mundo”, afirma Marili Lima, da área de Marketing da companhia.

 

 

 

 

MegaEmbalagensJá a gaúcha Mega Embalagens, que atua nos segmentos de embalagens flexíveis para Pet Food, Alimentos, Higiene e Limpeza, dentre outros, vê no Programa o suporte necessário para participar de eventos e aproximar-se de potenciais clientes, mantendo o relacionamento aquecido e estratégico com o mercado internacional. “Estas ações fazem parte de nossa estratégia de crescimento nas exportações para América do Norte, Central e principalmente América do Sul, mantendo a empresa sempre atualizada”, destaca o diretor comercial da Mega, Roberto Gräf.

 

 

PaboviPabovi, de Garibaldi/RS, atua em um segmento bem especializado, que é o de mangueiras e tubos de PVC e Polietileno de baixa densidade. Seus produtos estão presentes nos mercados de Casa e Construção, Agricultura, Mineração e muitos outros. E ao entrar para o grupo do Think Plastic Brazil, “a ideia é fortalecer a ação comercial da empresa no exterior, principalmente nos vizinhos da América Latina”, afirma Marcia Vendrame, da área de Vendas Internacionais.

 

 

 

InplacEmbalagens plásticas e filmes especiais fazem parte do portfólio da Inplac, empresa do grupo Marcondes, atuante também em outros segmentos da economia. Os catarinenses da Inplac veem na inovação, capacitação das pessoas e melhoria contínua da qualidade os diferenciais que a farão crescer também no mercado internacional. “Temos um produto diferenciado e queremos mostra-lo lá fora, expandindo os negócios e aumentando a nossa competitividade”, reforça Eduardo Hirose, analista de Processos da empresa.

O continente americano e o europeu são os alvos principais destas empresas, sendo que duas delas já estrearam em eventos internacionais, com o apoio do Think Plastic Brazil. Nortene e Pabovi expuseram na Colombiaplast, em Bogotá.

Interessado em conquistar mercados internacionais e aumentar a sua competitividade? Não deixe de entrar em contato com a equipe do Think Plastic Brazil. Com inteligência agregada, soluções interessantes serão apresentadas a você.

 

Perfil Importador é diferencial para vender mais no continente americano

Oportunidades de exportação para os produtos “Made in Brazil” e a necessidade de ter mais informação sobre compradores motivaram a área de Inteligência Comercial do Think Plastic Brazil a desenvolver os perfis importadores de três países da América Latina: Venezuela, Peru e Paraguai.

TPB_156_102014_inteligenciaNestes estudos foram definidos os perfis para os seguintes produtos: Embalagens para Cosméticos, Utensílios Domésticos e Descartáveis, Embalagens para a indústria Farmacêutica, Filmes com Barreira, Selos de Indução e Discos de Vedação, Bobinas de Filmes FFS, Telas em PVC para Decoração e Tapeçaria, Geomembrana de PVC e Filme Gofrado.

Para ter acesso a estes perfis, acesse a área do associado no menu superior do site e, tendo necessidade de mais aprofundamento, entre em contato com Maitê Ornelas: maite.ornelas@thinkplasticbrazil.com.

 

Reintegra de 3% passa a valer para setor exportador a partir de outubro, confirma Mantega

Ministro da Fazenda se reuniu com empresários na sede da Fiesp para apresentar medidas em curso para alavancar a indústria

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou na manhã desta segunda-feira (29/09) algumas medidas em curso para impulsionar o setor manufatureiro do país. Entre elas, a antecipação do Reintegra, iniciativa que devolve aos exportadores parte de impostos pagos, para o último trimestre deste ano. A restituição passaria a valer a partir de 2015.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, a antecipação do Reintegra, cujo o retorno foi anunciado há semanas por Mantega, para este ano “permite no curto prazo que possamos ser mais assertivos com relação a exportação”.

Mantega reiterou que a pasta ainda trabalha para aperfeiçoar o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, o Reintegra.

“Incluímos novos setores como o de etanol, celulose e açúcar e vamos continuar em breve fazendo novas mudanças. Hoje temos um câmbio melhor e temos também o Reintegra, que dá perspectiva melhor para as empresas”, afirmou o ministro.

Mantega também confirmou a injeção de R$ 200 milhões no Proex Equalização, programa de financiamento às exportações, ainda este ano. O aporte estava sendo avaliado pelo governo até então.

“Fizemos uma suplementação de R$ 175 milhões há mais ou menos 15 dias e agora mais esse volume”, assegurou.

Comissões e burocracia

Também estão sendo criadas duas comissões para avaliar problemas causados pela legislação tributária e questões trabalhistas como a Norma Regulamentadora 12 (NR-12), que prevê a segurança no ambiente de trabalho em máquinas e equipamentos.

“Queremos examinar os problemas estabelecidos pela legislação vigente e evitar que novos surjam. Esse é um grupo vai funciona logo. O setor privado vai levantar quais as principais leis que têm causado dificuldades, controvérsias. Isso é muito importante e dá mais segurança jurídica às operações”, disse Mantega.

O governo também está se esforçando para diminuir a burocracia nas operações de exportação e importação por meio de um portal único de comércio exterior ainda em desenvolvimento, disse o ministro.

“Esse portal vai facilitar a vida de todos e vai unificar todos os órgãos envolvidos no processamento de importação e exportação. Nós temos uma meta final: reduzir o prazo total das operações de importação de 13 para 8 dias e de exportação de 17 para 10 dias”, confirmou.

Avaliação da indústria

Para o presidente da Fiesp, as medidas já em curso apresentadas pelo ministro Mantega – sobretudo a antecipação do Reintegra e a desvalorização do Real sobre o dólar – são boas para o setor e podem ajudar a indústria a escoar o seu acumulado estoque no curto prazo.

“Pedimos para que, dentro da possibilidade, o governo nos propusesse algo a mais para principalmente atender o curto prazo, ou seja, para tentar reduzir os estoques que foram formados na indústria”, afirmou Steinbruch.

Após a reunião, Steinbruch disse que “foi bom e é claro que sempre pode ser melhor. Mas a evolução e a sequência de reuniões vêm sendo muito produtivas”.

Mantega se reuniu com diversas lideranças de empresas esta manhã na Fiesp. Além de Steinbruch, também compôs a mesa principal o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

Duas semanas antes, no dia 15 de setembro, as entidades haviam se reunido com o ministro da Fazenda. Na ocasião, a principal medida anunciada foi a volta do Reintegra de 3%.

Think Plastic Brazil tem novo convênio assinado com a Apex-Brasil por mais dois anos

A assinatura garante, no décimo ano do parceria as ações de incentivo à exportação dos transformados plásticos brasileiros

TPB_156_102014_novo-convenioO Instituto Nacional do Plástico (INP) acaba de assinar novo convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para a realização do Think Plastic Brazil, projeto setorial de incentivo à exportação do plástico transformado brasileiro. No décimo ano do Programa, o aporte financeiro teve acréscimo de 11% e será aplicado em ações de incentivo ao comércio exterior, com o objetivo de aumentar o volume de exportação das empresas do segmento de transformados plásticos (Embalagens e Utilidades Domésticas) e melhorar a exposição e imagem dos produtos brasileiros lá fora por mais 24 meses – 2014/2016.

De acordo com o gerente executivo do Programa, Marco Wydra, o contrato é o reconhecimento de um trabalho que vem dando resultado às exportações do setor. “O novo convênio só vem reforçar o sucesso dessa parceria e mostrar que o alinhamento estratégico do Programa com as associadas está no caminho certo”.

O Think Plastic Brazil está programando novidades. Além das feiras e eventos que já fazem parte do calendário anual, o Programa estreia em novas iniciativas, como a feira Plastimagen e projetos customizados nas áreas de Casa & Construção e Embalagens para PET food. “Nosso objetivo é apoiar com esforços extras as empresas que realmente estão apostando e participam ativamente do Programa”, avalia Wydra.

Para o novo convênio, estão previstas as ações:

  • Feiras Internacionais
  • Projetos Compradores
  • Projeto Vendedor
  • Projetos Imagem (Colômbia e Estados Unidos)
  • Projetos Customizados e Pesquisas de Mercado

Para saber mais sobre os eventos contemplados no novo convênio com a Apex-Brasil, entre em contato com a equipe do Programa Think Plastic Brazil.

 

Exportação: Quatro empresas associadas mostram como quem trabalha sempre alcança

A internacionalização leva ao desenvolvimento da empresa, pois a obriga a modernizar-se, seja para conquistar novos mercados, seja para preservar as suas posições no mercado interno. E as empresas associadas ao Think Plastic Brazil, programa de incentivo à exportação do transformado plástico brasileiro, apoiado pela Apex-Brasil, estão mostrando que, ao aproveitar bem as plataformas oferecidas, de inteligência ou de promoção comercial, é possível alcançar este objetivo e ir além.

Descartáveis brasileiros ganham mercado latino-americano

TPB155_BipackExportar descartáveis é um grande desafio por ser difícil agregar valor, concorrer (principalmente com players locais) e por ter frete pouco competitivo. Mesmo assim, a Bipack não desanimou e a partir de um trabalho conjunto com a área de Inteligência Comercial do Think Plastic Brazil, localizou compradores no Paraguai e Uruguai, o que tem resultado em exportações contínuas para os dois países.

Na mesma linha de atuação, a empresa está começando a firmar parceria também com Chile, Colômbia e alguns países da América Central. “Presente em todos os estados brasileiros e com investimentos para aumentar a capacidade de produção, a exportação se tornou muito relevante para Bipack, pois agora o objetivo é também se firmar como uma grande marca no mercado internacional”, afirma Vanderlei Baggio Morgan, gerente de Exportação da empresa.


 

Conexões globais

 

TPB155_TopackA Topack é uma empresa internacionalizada e que tem buscado inovar constantemente. Nesta linha, desenvolveu um produto com foco em tratamento de água, o Ecobulk, e já começou a obter resultados no mercado internacional.

Em julho deste ano foi feito uma venda de mais um milhão de dólares para um cliente na Colômbia. E o interessante é como o processo aconteceu. O representante da empresa participou de uma feira em conjunto com o Think Plastic Brazil em Las Vegas, onde conheceu o cliente e foram iniciadas as negociações. De lá para cá foram 10 meses até o fechamento do negócio. “Participar destes eventos de promoção comercial, em conjunto com o investimento da empresa, tem se mostrado muito efetivo para a Topack”, afirma Andre Reiszfeld, diretor da empresa.


Projeto Comprador coloca Alpes na rota da América Central

TPB155_AlpfilmEm janeiro de 2014, a empresa Alpes, especializada em filmes de PVC, dentre outros produtos, iniciou um contato com um importador da Costa Rica, identificado na Pack Expo Chicago pela equipe do Think Plastic Brazil. A empresa enviou amostras e neste ínterim, o comprador foi convidado a participar do 38º PC, realizado em abril, em São Paulo. A Alpes teve então a oportunidade de participar das rodadas de negócio, conhecendo-o pessoalmente. Aproveitando a vinda dele a SP, a Alpes convidou-o a visitar as suas instalações, quando foram apresentados alguns produtos e também novas ideias desenvolvidas pela empresa.

De lá para cá passaram-se alguns meses e as negociações foram impactadas pela Copa do Mundo. Finalmente na metade de julho, concretizou-se o primeiro negócio com o embarque de um container. As exportações para a Alpes tem sido desenvolvidas de forma crescente e sólida, portanto se tornando cada vez mais importante para a estratégia da empresa.

“Mesmo em momentos em que o dólar ficou mais fraco perante o real, a estratégia da empresa com relação às exportações nunca mudou, pois sabemos que são situações momentâneas e que mesmo com sacrifício é importante mantermos nosso trabalho e credibilidade junto aos importadores. As exportações ajudam muito no equilíbrio fiscal da empresa e além disto na colaboração para evitar ociosidade. Lembrando que mesmo em momentos de mercado aquecido no Brasil, não deixamos de exportar e dar a devida atenção aos nossos clientes externos”, afirma Alessandra Zambaldi, diretora de Comércio Exterior da Alpes.

Zambaldi não poupa elogios ao Think Plastic Brazil, que na opinião dela, ajuda a prospectar novos clientes, participar em eventos internacionais, traz compradores ao Brasil, ações que ajudam a consolidar as exportações, não pontualmente, mas de forma contínua.


Ambiente é porta de entrada para UD brasileira no Kuwait

TPB155_InbettaNa feira Ambiente 2013, em Frankfurt, quando foi co-expositor no estande do Think Plastic Brazil com as marcas Bettanin e Sanremo, o Grupo Inbetta fez um primeiro contato com uma grande rede varejista do Kuwait, a City Starwww.citystarstores.com/aboutus-menu.

O país é um mercado de difícil penetração para os produtos brasileiros, pois são atendidos basicamente pelos vizinhos do Oriente Médio e Ásia. Mas ao estar presente em uma grande feira mundial como a Ambiente, foi despertado o interesse pelos produtos brasileiros e ficou mais fácil acessá-los. “Nossa primeira venda aconteceu logo após a feira, no primeiro trimestre de 2013, com utensílios para limpeza da Bettanin. Tivemos a segunda exportação no final daquele ano, na qual, além de aumentar o pedido para um mix com produtos de três empresas do Grupo InBetta, houve um incremento de 65% no valor comprado. Atualmente, este é o principal cliente do grupo no Oriente Médio e a ideia é continuar fornecendo continuamente”, afirma Fábio Etzberger Lucini, trader do Grupo Inbetta, responsável por Europa, África e Oriente Médio.