Governo anuncia Plano Nacional de Exportações

Entre os 5 pilares estão a ampliação de mercados e a desburocratização.
Exportações recuam há três anos seguidos e devem cair de novo em 2015.

Alexandro Martello e Filipe Matoso Do G1, em Brasília

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (24) o Plano Nacional de Exportações, que conta com cinco pilares para estimular as vendas externas de produtos brasileiros.

O objetivo do plano é incentivar, facilitar e aumentar as exportações brasileiras. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, enquanto o Brasil possui a sétima maior economia do mundo, ocupa a 25ª posição no ranking de países exportadores.

           PILARES DO PLANO DE EXPORTAÇÕES
– Acesso a mercados: ampliação de parcerias por meio da remoção de barreiras.- Promoção comercial: governo diz ter identificado 32 mercados prioritários.

– Facilitação do comércio: desburocratização e simplificação dos processos aduaneiros com o objetivo de reduzir prazos e custos.

– Financiamento e garantia às exportações: aperfeiçoamento e aumento de recursos para o Programa de Financiamento às Exporações (Proex), o BNDES-Exim e o Seguro de Crédito à exportação.

– Aperfeiçoamento de mecanismos e regime tributários para o apoio às exportações: governo quer reformar o PIS e a Cofins com um novo formato já em 2016.

O plano prevê aumento de recursos para programas de financiamento, mas não apresenta uma meta de desempenho para o resultado comercial do país.

Foram fixados 5 pilares de atuação: acesso a mercados; promoção comercial; facilitação do comércio; financiamento e garantia às exportações; e aperfeiçoamento de mecanismos e regime tributários para o apoio às exportações.

Dados do MDIC mostram que, no Brics, o Brasil foi o país em 2013 com o menor percentual de exportações em relação ao PIB, com 27,6%, enquanto a África do Sul registrou 64,2%; a Índia, 53,3%; a Rússia, 50,9%; e a China, 50,2%.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, o plano de exportações começa a ter impacto nas vendas externas já no segundo semestre deste ano, mas acrescentou que “os resultados se farão sentir de maneira mais efetiva no próximo ano”.

“Resta a evidente oportunidade de se lançar uma iniciativa consubstanciada em um plano nacional. O mercado internacional nos oferece mais oportunidades do que riscos e temos espaço para ocupar. Há um PIB equivalente a 32 Brasis além das nossas fronteiras. Por outro lado, 97% dos consumidores do planeta estão lá fora”, declarou Monteiro Neto.

Segundo ele, o comércio internacional está distribuído em todas as regiões do globo. “Há oportunidades para produtos e serviços brasileiros em cada uma das regiões. O Brasil deve se integrar, especialmente às regiões com maior dinamismo”, acrescentou.

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o plano é “parte estratégica” da agenda do governo para que a economia brasileira volte a crescer.

Pilares do Plano de Exportações
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o “acesso a mercados” prevê que a política comercial seja focada na ampliação de mercados, por meio da remoção de barreiras e maior integração do Brasil em negociações sobre tarifários.

No caso da “promoção comercial”, o governo diz ter identificado 32 mercados prioritários para os produtos brasileiros. Esse mapa será utilizado para o Brasil elaborar as estratégias de exportação.

A “facilitação do comércio”, informou o MDIC, define como estratégia a desburocratização, simplificação e aperfeiçoamento dos processos aduaneiros com o objetivo de reduzir prazos e custos.

O plano prevê a eliminação completa do papel nos controles administrativos e aduaneiros em 2015 e o “redesenho” de todos os processos de exportação e importação até 2017. Há ainda a meta de reduzir os prazos de exportação de 13 para 8 dias e de importação de 17 para 10 dias, também até 2017.

De acordo com o governo, o item “financiamento e garantia às exportações” prevê o aperfeiçoamento dos atuais modelos de financiamento, o Programa de Financiamento às Exporações (Proex), o BNDES-Exim e o Seguro de Crédito à exportação.

O governo diz que haverá aumento da dotação orçamentária do Proex-Equalização (equalização de taxas de juros) em cerca de 30% neste ano, em relação a 2014, e atendimento de toda a demanda prevista para 2015.

“Quero ainda dizer que o ministro Levy e a equipe da Fazenda, trabalhamos juntos para o aproveitamento integral da dotação sem contingenciamento. Temos o compromisso de assegurar o crescimento da dotação e garantir o aproveitamento integral”, declarou Armando Monteiro Neto.

Aumento de recursos
Além disso, no caso do BNDES-Exim, está previsto o aumento de recursos na linha “pós-embarque” de US$ 2 bilhões para US$ 2,9 bilhões e ampliação do acesso da linha pré-embarque.

O governo também anunciou o que o seguro de crédito para exportação será simplificado e que haverá redução de prazo para caracterização do sinistro. De acordo com Monteiro Neto, serão ampliados os setores do seguro-performance. No caso do Fundo de Garantia às Exportações (FGE), o plano prevê a ampliação, em US$ 15 bilhões, o limite para aprovação de novas operações.

O último “pilar” do plano, “aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários”, determina ao governo que busque simplificar o atual sistema tributário relacionado ao comércio exterior, “inclusive por meio de redução da acumulação de créditos tributários”.

O ministro do Desenvolvimento disse ainda que o governo quer reformar o PIS e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com um novo formato já em 2016, de modo a introduzir um “crédito financeiro”. Segundo ele, isso vai tornar o processo de crédito “muito mais fácil”, de forma que as empresas possam compensar esses valroes de “forma mais automática” nos processos, sobretudo aquelas que têm “parcela expressiva” do faturamento voltado para a exportação.

Com ajuste fiscal, benefício para manufaturados diminuiu
Apesar do anúncio do plano de exportações, a nova equipe econômica anunciou, no fim de fevereiro, redução dos benefícios para exportadores de produtos manufaturados como parte do ajuste fiscal.

A alíquota do Reintegra, programa que “devolve” aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados por meio de créditos do PIS e Cofins e que era consierado prioritário para os exportadores de produtos industrializados, caiu de 3% para 1%.

De acordo com o ministro da Fazenda, a renúncia fiscal com o Reintegra, neste ano, com a alíquota anterior, de 3%, seria de R$ 6 bilhões. Com a mudança, a renúncia anual caiu para R$ 3,5 bilhões por ano.

Exportações recuam há 3 anos consecutivos
Em 2014, as exportações brasileiras somaram US$ 225 bilhões, com média diária de US$ 889 milhões. Com isso, atingiram, pela média por dias úteis (conceito de comparação considerado mais adequado por economistas) o menor patamar desde 2010 – quando totalizaram US$ 201,9 bilhões, ou 804 milhões por dia útil.

De acordo com números oficiais, as vendas externas brasileiras, em seu valor total, recuam há três anos consecutivos, ou seja, desde 2012, e a expectativa é de que voltem a apresentar nova queda em 2015. Para este ano, a previsão do Banco Central é de que as exportações somem US$ 200 bilhões.

A expectativa dos economistas do mercado financeiro, porém, é de que as exportações voltem a crescer a partir de 2016. A previsão, segundo pesquisa conduzida pelo Banco Central com mais de 100 bancos na semana passada, é de que as exportações brasileiras avancem para US$ 215,8 bilhões em 2016, para US$ 230 bilhões em 2017 e para US$ 252,4 bilhões em 2018.

Repercussão
Após a cerimônia no Palácio do Planalto, os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, repercutiram o lançamento do plano e as declarações da presidente Dilma.

Ao comentar a fala da petista sobre o plano levar o Brasil a um “novo status”, o presidente da CNI disse que o país precisa exportar mais para os Estados Unidos, país classificado por ele de “grande mercado e grande parceiro econômico”, além de “ajudar” a América Latina e buscar mercados na África e na Ásia.

“Vocês viram que nós estamos na 25ª posição no comércio internacional? Isso, realmente, para nós, é um problema muito grande, uma vez que a gente está disputando mercado com países da União Europeia, da Asia e os EUA. Nós precisamos ganhar muitos patamares”, declarou.

Na avaliação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que disse não ter lido detalhes sobre o plano, o governo está “correto” ao lançar um pacote que tem como foco a política de exportação do país. Para o Skaf, as ações divulgadas nesta terça são importantes em razão de o mercado interno brasileiro estar, em sua avaliação, “reprimido”.

“Eu acho que o mais importante para alguma coisa que acabou de sair e que precisa ser avaliada e analisada com detalhes é o foco que está sendo dado às exportações e isso é correto, em razão do momento em que o mercado interno está reprimido”, disse

O que vem por aí

Expo Pack México

16 a 19 de junho

Cidade do México

Catorze associados do Think Plastic Brazil estão prestes a carimbar o passaporte no México, para onde seguem como expositores de uma das mais importantes feiras de embalagens flexíveis do mundo, que recebe visitantes qualificados de mais de 30 países. As empresas brasileiras vão em busca dos atraentes números da economia local, cujo Produto Interno Bruto (PIB) foi de US$ 1,287 trilhão em 2014, um crescimento de 2,1% sobre o ano anterior. Entre os destinos para os quais o Brasil exporta, o México está na lista dos Top 10.

 

44º Projeto Comprador Fispal

23 de junho

São Paulo

A Fispal inicia com a 44ª rodada de negócios com compradores internacionais de embalagens rígidas e flexíveis. As reuniões acontecerão na Sala de Rodadas de Negócios, junto à direção da feira, no Anhembi. Entre os nomes já confirmados, há conglomerados como a Colgate-Palmolive do México e a Tecnoquímicas da Colômbia, ambas do setor de higiene e cuidados pessoais. Virão, ainda, a Casa Luker da Colômbia e a Watt’s do Chile, que atuam na área de alimentos e bebidas. A Yara, multinacional de fertilizantes, também é esperada, assim como importadores do Uruguai e do Equador. O Think Plastic Brazil quer incluir na programação dos compradores visitas a algumas fábricas nacionais de embalagens, mas ainda está em fase de confirmações.

 

45º Projeto Comprador House & Gift

15 e 16 de agosto

São Paulo

Prepare-se já! Sua empresa tem quase três meses para se organizar para o 45º Projeto Comprador e para a House & Gift Fair, que acolherá as rodadas de negócios com representantes internacionais interessados em utensílios domésticos feitos de plástico. O Think Plastic Brazil já iniciou os contatos com compradores selecionados, que participarão das reuniões comerciais e circularão entre os estandes de 1300 expositores. Também estão sendo agendadas algumas visitas externas, de modo que os compradores conheçam por dentro as fábricas de seus possíveis parceiros brasileiros. A 51ª edição da House & Gift, maior feira de negócios dos setores de decoração e artigos para a casa da América Latina, se estenderá de 15 a 18 de agosto.

Pela primeira vez no Brasil, evento para mulheres empreendedoras incentiva negócios internacionais

Inscrições para participar do Women Vendors Exhibition and Forum, projeto de incentivo a mulheres líderes de pequenas e médias empresas, se encerram dia 26 de junho

As oportunidades e a melhor forma de aproveitá-las pelo universo de empresas lideradas por mulheres será tema do Women Vendors Exhibition and Forum (WVEF), que ocorre pela primeira vez no Brasil. Organizado em parceria pela Apex-Brasil e pelo International Trade Center (ITC), o evento reunirá, entre os dias 1 e 3 de setembro, cerca de 300 pequenas e médias empresas lideradas por mulheres e potenciais compradores de 25 grandes empresas no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. O objetivo do encontro é estimular empresárias brasileiras a entrar na cadeia de fornecimento de empresas nacionais e internacionais.

Esta é a quarta edição do programa WVEF, que já foi realizado na China, México e Ruanda sob a responsabilidade do ITC, órgão ligado à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Nações Unidas).
A meta do WVEF é empoderar mulheres empreendedoras a alavancarem seus negócios. Na versão brasileira, quatro setores serão contemplados pela ação: café, alimentos gourmet, serviços e tecnologia da informação. “Pretendemos sensibilizar o governo, empresas e formadores de opinião nacionais e internacionais sobre a importância e os benefícios de se aumentar a presença feminina nos negócios”, explica o presidente da Apex-Brasil, David Barioni Neto.

O evento internacional terá a presença massiva de empresárias de todos os países da América Latina, além de África e Ásia – só podem participar empreendedoras de nações em desenvolvimento. O primeiro dia da programação trará uma mesa redonda que discutirá políticas que devem ser traçadas para que governos e empresas possam estimular uma maior participação de empresas lideradas por mulheres em compras, aumentando assim a inserção econômica de empreendedoras no mundo. O presidente David Barioni e a diretora executiva do ITC, Arancha González, farão a abertura do Fórum.
Nos dois dias seguintes, as atividades serão voltadas para rodadas de negócios entre vendedoras e os potenciais compradores que estarão presentes. “Esta é uma excelente oportunidade para as mulheres empreendedoras fazerem negócios e networking”, diz a diretora executiva do ITC, Arancha González.

Empresas interessadas em se inscrever podem acessar o formulário que está no link (http://es4b.org/app/view.php?id=33769) até a sexta-feira, dia 26 de junho. As inscrições são gratuitas.

Mais informações

Assessoria de imprensa Apex-Brasil: imprensa@apexbrasil.com.br
(61) 3426-0775

Apex Brasil assina convênio com a Endeavor Brasil

Prezado(a),

a Apex-Brasil, por meio da Gerência de Competitividade Empresarial, assinou recentemente Convênio com a Endeavor Brasil (www.endeavor.org.br) cujo objetivo é realizar projeto piloto de melhoria de competitividade das empresas brasileiras dentro da base de apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O projeto, intitulado “Promessas”, visa atender empreendedores / empresários que receberão informações e coaching de empresários brasileiros de sucesso.

Cada empresa selecionada terá duas sessões de mentoria, durante as quais terá a oportunidade de conversar e receber orientações de empresários de referência com o objetivo de superar algum obstáculo de competitividade.

A inscrição, os critérios para a participação e outros detalhes sobre essa ação são disponíveis no link:

http://info.endeavor.org.br/promessas-apex-brasil

O resultado das empresas selecionadas será divulgado no dia 13 de fevereiro de 2015 e as mentorias acontecerão entre os meses de março e abril de 2015.


Think Plastic Brazil estará na Feira Ambiente em Frankfurt na Alemanha de 2015

O Think Plastic Brazil, junto 8 empresas brasileiras: Brinox, Jaguar, Maxeb, Metaltru, Mondial, Plasutil, São Bernardo e Termolar, estarão na Ambiente 2015, de 13 a 17 de fevereiro, em Frankfurt na Alemanha. São 4.700 expositores de 89 países e esperados mais de 144.000 mil visitantes. A Ambiente é uma das feiras mais importantes no setor e pelo sétimo ano consecutivo o Think Plastic Brazil marca presença.

Para saber mais sobre a feira:
http://ambiente.messefrankfurt.com/frankfurt/en/besucher/messeprofil.html

e novidades do TPB no Facebook
https://www.facebook.com/ThinkPlasticBrazil

Receita propõe medidas que podem facilitar exportações

RENATA VERÍSSIMO – O ESTADO DE S.PAULO

Projetos preveem mais facilidade na compra de insumos para bens a serem exportados e menos burocracia nos embarques

A Receita Federal colocou em consulta pública duas medidas que podem facilitar a vida das empresas que operam no comércio exterior. Elas facilitam a habilitação das companhias no Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof) e na chamada linha azul, que garante agilidade no despacho aduaneiro. Essas medidas de simplificação estavam em estudo pela Receita há anos e foram prometidas pelo governo no ano passado, durante a campanha eleitoral.

O subsecretário de Aduana e Relações Internacionais, Ernani Checcucci, disse que as medidas estão incluídas na agenda de melhoria do ambiente de negócio do País. “Fomos demandados pelo ministro (Joaquim) Levy sobre o que podíamos fazer para alavancar a indústria exportadora”, disse.

A minuta da instrução normativa (IN) estará em consulta pública no site da Receita por dez dias. O subsecretário explicou que o objetivo é ampliar o número de empresas habilitadas nos dois regimes.

O Recof permite a compra de insumos no mercado externo ou nacional com suspensão tributária para a produção de bens a serem exportados. No entanto, apenas 18 empresas, sobretudo dos setores automotivo e aeronáutico, conseguiram se enquadrar nas exigências do Fisco. Elas exportaram US$ 8,1 bilhões em 2014.

A proposta em consulta pública reduz de R$ 25 milhões para R$ 10 milhões a exigência de patrimônio líquido da empresa interessada em se habilitar no Recof. Ainda abre a possibilidade de a indústria apresentar garantias em caso de não atingir o valor estipulado. Também diminui de US$ 10 milhões para US$ 5 milhões o compromisso anual de exportação.

No caso da linha azul, a necessidade de auditoria interna muda de dois para três anos e a exigência de patrimônio líquido cai de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões.

Fonte: Internet Estadão (04/03/15)

Petfood Forum aponta tendências

Na última semana de abril, as marcas Incoplast, Plasc, Mega e Zaraplast, fabricantes de embalagens para ração, fizeram sua estreia como expositores no Petfood Forum dos Estados Unidos. Em 2015, a audiência do evento cresceu 50%, com cerca de 2500 visitantes, 47% deles da indústria alimentícia animal. A razão está na estratégica mudança de endereço: em sua 23ª edição, o Petfood Forum aconteceu em Kansas City, berço de 70 empresas do ramo.

Quem não esteve lá tem a oportunidade de conhecer aqui as principais tendências para o setor de embalagens observadas por Cristina Sacramento, Especialista de Mercado de Embalagens Flexíveis do Think Plastic Brazil, que viajou com o grupo brasileiro. Além de visitar os estandes, Cristina conversou com profissionais e participou de palestras e workshops. Acompanhe:

Mercado ascendente Segundo pesquisa feita pelo The Freedonia Group Inc, o mercado americano de embalagens para pet food deve evoluir à taxa de 4,8% ao ano até 2018, quando o volume de negócios totalizará US$ 2,5 bilhões.

Métodos em ascenção Entre as formas de embalar, duas crescem acima da média: os stand-up pouches (8,3% ao ano) e os embalagens já pré-formadas em bolsas para Petfood (5,5%) – estes dominam 42% do mercado, de acordo com o mesmo estudo.

Necessidades do consumidor Donos de animais de estimação querem embalagens duráveis e que conservem bem a ração. Sabendo disso, a indústria americana está substituindo os velhos sacos de papel por embalagens de plástico flexível.

Praticidade em primeiro lugar O consumidor não quer se preocupar na hora de guardar um produto já aberto – nem quer perder o conteúdo por má-conservação. Por isso zíperes e outros métodos de fechamento estão em alta.

Atraente na gôndola Com tantas marcas de ração à venda, aquelas que capricham no visual das embalagens têm mais chance de chamar a atenção. Essa demanda estimula a indústria a apostar em métodos de impressão com maior qualidade.

Inovação Cristina Sacramento separou alguns produtos que se destacam na feira. Eles podem servir de inspiração para o seu negócio.

– PiGrip Bag Lip e PiGrip Suction Cup, da Piab. Trata-se de um sistema de ventosas configuráveis que se adaptam a diferentes maquinários. Para saber mais:

https://www.piab.com/pt-BR/Produtos/ventosas/formato/plano/Ventosas-configuraveis-piGRIP/Configure-seu-piGRIP/

– Overture One, da Rollprint Packaging Products. É um filme para embalar, não-aluminizado e transparente, que pode ser rapidamente selado. http://www.rollprint.com/products/barrier/overture-one

– MegaFlap, da Weatherchem. Sistema de fechamento que incluiu uma colher medidora, ideal para potes grandes.

Veja mais em http://www.weatherchem.com/cms/home/closures/index.html

Estudo exclusivo detalha o mercado da República Dominicana

Você sabia que a República Dominicana, com uma população de 10 milhões de habitantes, é a nona maior economia da América Latina e a segunda da região do Caribe e América Central? Faz ideia de que esse país insular importou US$ 1,18 bilhão em plásticos em 2013? Somente as embalagens para a indústria somaram US$ 70 milhões em importação, e o Brasil abocanhou ínfimos 0,6% desse volume. No segmento de utensílios domésticos e descartáveis, a conta foi de US$ 22 milhões. E você imagina quanto coube aos exportadores brasileiros? Apenas 1,3%.

Se até hoje a sua empresa nunca considerou a República Dominicana como um parceiro comercial digno de atenção, vale a pena conhecer a Pesquisa de Mercado elaborada com exclusividade pela HR Pesquisas Avançadas para o Think Plastic Brazil. O estudo, entregue em abril, traz informações gerais sobre o país, como seu regime político e posição geográfica no Caribe, mas foca mesmo é na economia e nas características do mercado local do plástico.

Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal dominicano totalizou US$ 62,48 bilhões, um avanço real de 5,3% sobre o ano anterior, conforme dados tabulados pela HR Pesquisas Avançadas. No mesmo período, o PIB da América Latina e do Caribe ascendeu 1,1%, o menor crescimento desde 2009. Frente às nações da América Latina, somente o Panamá se iguala à República Dominicana em termos de crescimento econômico: 6% ao ano. Enquanto isso, o Brasil cresceu 0,2%, a Argentina encolheu (-0,2%) e a Venezuela amargou -3%.

Pouco mais de 400 empresas, a maioria de pequeno e médio porte, integra a indústria do plástico dominicana, que em 2013 respondeu por 0,6% do PIB, o equivalente a US$ 367 milhões. Já as importações do setor representam 6,1% daquilo que o país vai buscar fora. De tudo o que o segmento do plástico importou e exportou no mesmo ano, 50% couberam às empresas instaladas nas zonas francas do país, que contam com incentivos fiscais. O principal parceiro, nas vendas e nas compras, foi os Estados Unidos. O Brasil ficou em 12º lugar como exportador para a República Dominicana, com apenas 0,7% do volume total.

O comércio em geral entre os dois países ainda é pequeno, mas ascendente. Entre 2009 e 2013, engordou 64,3%, com superávit de US$ 445 milhões para o Brasil. No ranking da ONU/UNCTAD, a República Dominicana aparece como 84º mercado mundial, sendo o 96º mercado exportador e o 80º importador.

Todas essas informações e muitas outras fundamentais para quem fabrica e exporta estão reunidas na Pesquisa de Mercado, disponível para os associados do Think Plastic Brazil na área restrita do site.

Sustentabilidade foi tônica do 43º Projeto Comprador na Feiplastic

Produtos de estrutura flexível eficientes, a preços competitivos, atraíram 11 compradores internacionais da Colômbia, Costa Rica, Argentina, Peru, Chile e Paraguai para a 43ª rodada de negócios realizada no dia 5 de maio na Feiplastic, em São Paulo. Eles participaram de quase 190 reuniões com 48 empresas brasileiras e ainda fizeram vinte e sete visitas técnicas em dezoito indústrias. Em 2013, na edição anterior dessa que é a maior feira nacional do setor, tinham sido 116 negociações. A expectativa é que todos esses contatos se transformem em negócios no valor de US$ 6,29 milhões ao longo dos próximos 12 meses (resultado parcial).

Além de qualidade e preço, boa parte dos importadores buscava algo mais: produtos que incluam valores sociais e sustentáveis. Foi o caso, por exemplo, de David Montero, comprador de uma importante companhia costa-riquenha de cafés gourmet, a Café Britt. Em reunião com os organizadores do Projeto Comprador, o representante manifestou-se favorável a pagar mais por embalagens que sejam de material reciclado ou cuja fabricação revele responsabilidade social e benefício para comunidades carentes. Essas características, na opinião de Montero, podem agregar valor aos produtos da Britt e diferenciá-los da concorrência.

O comprador costa-riquenho ficou satisfeito ao tomar conhecimento do atual Projeto de Sustentabilidade, que visa tornar a produção brasileira da cadeia do plástico mais ecoeficente e competitiva. À frente dessa iniciativa estão o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por meio do programa Think Plastic Brazil.

O projeto, desenvolvido com a colaboração da consultoria especializada WayCarbon, aproveitou o espaço da Feiplastic para organizar ali sua primeira oficina de sensibilização e sustentabilidade para empresários do segmento. Quem acompanhou a palestra saiu de lá com uma ideia inspiradora: o investimento em soluções que protejam o meio ambiente tem tudo para se traduzir em aumento da lucratividade e melhoria na imagem das empresas.

As duas últimas oficinas vão ocorrer em Salvador, no dia 14 de maio, e em Porto Alegre, em 26 de maio.

Para ver imagens das reuniões e da oficina de sensibilização e sustentabilidade, acesse os links:

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