Notícias

Think Plastic Brazil leva empresas ao Oriente Médio

Empresários brasileiros estiveram, junto ao Think Plastic Brazil, em missão comercial ao Oriente Médio, de 21 a 28 de novembro de 2018, pelo Catar e pelos Emirados Árabes. O trabalho foi realizado em parceria com a Câmara Árabe e tem como objetivo aproximar o mercado de plásticos brasileiro de potenciais compradores em países como Emirados Árabes Unidos e Oriente Médio. As empresas Alfamec, Astra, Indústria Bandeirantes, IVPlast, Plasutil, Promaflex, Sansuy e São Bernardo apresentaram seus produtos aos compradores internacionais e participarão das atividades de mercado. O programa Think Plastic Brazil é realizado pelo INP (Instituto Nacional do Plástico) em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Mercado árabe

O setor de construção civil desponta como um dos principais indutores do processo de diversificação das economias nos países árabes, principalmente os exportadores de petróleo da região do Golfo Arábico. Já mundialmente reconhecido como um país com grande desenvolvimento desse setor, os Emirados Árabes Unidos surgem como local onde grandes investimentos têm sido realizados, abarcando desde projetos de infraestrutura, passando por construções habitacionais e comerciais, até vultuosos empreendimentos voltados ao turismo e lazer.

O Catar, por sua vez, atravessa duas situações distintas nas quais a atenção do mundo se volta para ele. Além da alta demanda de projetos de infraestrutura e construção civil, a realização da Copa do Mundo de 2022 também trouxe novas oportunidades no setor de construção principalmente de hotéis, restaurantes, modernização e construção de novas cidades e dos próprios estádios e instalações do evento.

Outro fator que torna o Catar uma grande opção de negócios e investimentos é o embargo econômico por terra, mar e ar decretado contra o Catar pelo Conselho de Cooperação do Golfo. Esse embargo, que não afetou as relações comerciais entre o Brasil e o Catar, pode ocasionar o aumento das exportações brasileiras para o país, pois este precisará de novos parceiros comerciais para suprir o espaço deixado por hora pelos outros países do GCC.

Do lado dos Emirados Árabes Unidos, recursos financeiros para viabilizar tais projetos não são problemas. Os fundos soberanos desse país assim como os do Catar figuram entre os maiores do mundo em volume de recursos. Ambas economias figuram entre as que possuem maior PIB per capita no mundo e desfrutam de um ambiente amigável à realização de negócios. São países considerados desenvolvidos e que cada vez mais se adequam às boas práticas na realização de negócios internacionais. Para ambos, vislumbra-se ampliação e a intensificação do fluxo de comércio e de pessoas com esses países, tornando-os não só importantes vitrines dos produtos brasileiros nos países árabes e, também, aos outros países com predomínio da população muçulmana, mas também como plataforma de reexportação para Europa, África e Ásia, dados os acordos comerciais desse grupo de países.