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Associados ranqueiam mercados para próximo convênio

TPB042014_03_FocoNecessidades individuais de posicionamento no mercado externo exigem diferentes estratégias, e o foco nas ações de um programa ou projeto é fundamental para se extrair o máximo possível de retorno. Assim, as ações podem ser direcionadas corretamente, evitando desperdício e otimizando resultados. Em busca desta decisão ótima, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Instituto Nacional do Plástico (INP) e as empresas participantes do Think Plastic Brazil se reuniram com o objetivo de identificar países que serão foco das ações previstas no projeto de promoção das exportações do setor no biênio 2014/2016. Os mercados selecionados foram Estados Unidos, México, Peru, Colômbia, República Dominicana, Reino Unido, África do Sul e Canadá. Uma gama de países secundários também foram considerados, uma vez que o país selecionado poderia funcionar como hub de negócios e geograficamente atrair os países adjacentes para as ações.

Para que um consenso fosse alcançado, a área de inteligência comercial da Apex-Brasil trouxe dados quantitativos previamente classificados com notas -1, 1, 3 e 5 para diversas variáveis, entre elas PIB, renda per capita, exportação e importação de insumos e de produtos de cerca de 40 países. Para completar o ranqueamento, os resultados foram cruzados com as notas qualitativas dadas pelas empresas associadas. Emanuel Figueira, gestor de projetos da Apex-Brasil, defende que desta forma se estabelecem critérios estatísticos para a utilização adequada dos recursos públicos disponibilizados pela agência na busca dos melhores resultados para as empresas e para o projeto. “Estrategicamente, devemos, enquanto indústria brasileira, priorizar mercados. É necessário focar ações haja vista nossos recursos serem limitados”, aponta o gestor.

Marco Wydra, gerente executivo do Think Plastic Brazil, defende a participação das empresas nesta escolha. “A gente sempre procura um envolvimento dos associados, porque no final das contas o Programa desenvolve ações para eles”, explica. “A participação, portanto, é fundamental”, emenda. João Bosco Barros Filho, responsável pelas exportações da Valfilm, uma das empresas associadas, surpreendeu-se com os resultados da reunião. “É a primeira vez que participo e minhas impressões são as melhores possíveis. Saí muito positivo porque os resultados convergiram com o que eu estava estudando. Além disso, foi tudo muito organizado e o pessoal conseguiu canalizar as intenções, excedendo completamente as minhas expectativas”, conta João Bosco.

Com a definição dos mercados prioritários, espera-se alcançar um melhor posicionamento do Brasil no mercado externo, sem deixar de lado o retorno financeiro que o projeto busca para as empresas associadas. “Tentamos conciliar o posicionamento da imagem do Brasil com ações que gerem, de fato, resultados efetivos de negócios”, completa Emanuel. A junção das notas quantitativas e qualitativas acontece pela complementaridade entre as duas. “Temos acesso a muitas bases de dados e podemos reunir uma série de informações que, muitas vezes, o setor não dispõe. Por outro lado, não temos conhecimento da realidade intrínseca do setor, como por exemplo acerca de aspectos ligados às barreiras não tarifárias, pagamento, conjuntura da concorrência do país sobre as quais, muitas vezes, só o empresário que participa na rotina da venda e do comércio tem conhecimento”, completa Figueira.

Participam do Think Plastic Brazil empresas em diversos níveis de maturidade exportadora, por isso o projeto desenvolve ações específicas para cada um destes estágios. “Temos empresas não exportadoras, empresas iniciantes neste processo, exportadoras intermediárias, experientes que registram exportações contínuas e empresas internacionalizadas. Para cada uma destas empresas, a ideia é termos ações específicas, próprias às suas necessidades”, completa Marco.

 

Fonte: Think Plastic Brazil