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Big bags e insumos fazem Topack bater recordes internos e externos

BagFlex_TopackEnquanto parte da indústria fala em retomada para 2013, a Topack do Brasil quer apenas consolidar os resultados obtidos em 2012. Isso parece pouco, mas a verdade é que o desempenho do ano passado não foi nada tímido. O faturamento da empresa cresceu nacionalmente e a margem de lucro também se elevou, principalmente pela expansão da demanda por big bags. “Este mercado cresceu e nós aumentamos nossa produtividade, desenvolvendo máquinas internamente e entrando em mercados de produtos mais especiais”, explica André Mitnik Reiszfeld, diretor da Topack.

O executivo assistiu a uma corrida da concorrência em busca de um big bag padrão, mas decidiu se concentrar em mercados segmentados. A aposta deu certo. A área de saneamento básico, por meio da divisão Ecobulk, demonstrou ser um negócio com alta lucratividade. Ao mesmo tempo, grãos e sementes também exigiram muito material. Além disso, a entrada em operação da petroquímica de Suape, em Pernambuco, gerou grande demanda para a planta que a empresa construiu em Cabo de Santo Agostinho em 2008.

Esse fator, aliado à retomada da indústria sucroalcooleira na região, deram fôlego para que a empresa decidisse aumentar os aportes no local. “Em 2013, vamos investir para ampliar a fábrica do Nordeste com novas máquinas. Isso vai aumentar a capacidade produtiva em 70%”, relata Reiszfeld. Com isso, a partir do segundo semestre de 2013 a planta do Nordeste acrescentará 120 toneladas mensais de produtos às 320 toneladas produzidas todos os meses em Americana.

É o reflexo de uma mudança de comportamento dos clientes que favorece os plásticos. “[Os clientes] estocavam tudo em saco de papel e estão substituindo por big bags. A diferença principal do big bag para o papel é logística”, frisa. Segundo ele, transportar 10 big bags de polipropileno é muito mais fácil do que 250 bolsas de papel, que armazenam a mesma quantidade de material.

No exterior

A própria Topack considera difícil bater o excelente desempenho registrado com os clientes estrangeiros: aumento de 35% entre 2011 e 2012. Além dos big bags que vende ao Paraguai e Uruguai, a empresa se especializou na venda de fios especiais à base de polipropileno para Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador, México, Espanha e Filipinas. “Somos um dos maiores produtores do mundo destes fios”, explica Reiszfeld.

As exportações representam 10% do faturamento líquido da empresa, patamar que deverá se manter em 2013. “Primeiro porque no meu caso são clientes muito fiéis. Segundo que representa uma venda muito melhor para minha necessidade de capital de giro, pelo regime tributário diferenciado”, esclarece.

Para reforçar a internacionalização, a Topack faz questão de participar de feiras internacionais do setor. A ação conta com a intermediação do Think Plastic Brazil, Programa que a empresa integra há sete anos. “A iniciativa que mais me interessa são as feiras porque, além de fazer contatos com possíveis clientes fora do Brasil, conseguimos fechar compras posteriormente”, diz. A frequência, neste caso, é fundamental. “Assim vamos consolidando a marca fora do país”, finaliza.

Fonte: Think Plastic Brazil