Arquivo da Categoria: Notícias

‘Itens básicos começam a dar lugar à funcionalidade e à estética’, diz executivo de marketing da International Housewares Association

201309_01_PerryReynoldsUm quindim pegou exatamente no calcanhar de aquiles do americano Perry Reynolds. “Você quer me derrubar”, disse ao repórter, que ofereceu que ele pegasse outro quitute. “Ainda tenho uma palestra para fazer”, completou, antes de mostrar a um público de empresários, importadores e exportadores de Utilidades Domésticas as tendências do mercado. Ele é vice-presidente de marketing da International Housewares Association (IHA), entidade sem fins lucrativos que reúne 1600 empresas da cadeia de produção de UD e decoração, e diz que o Brasil tem uma indústria pujante e, apesar da concorrência chinesa, tem grande potencial de crescimento nos próximos anos.

A qualidade, diz ele, é um desses aspectos, assim como o design. Em entrevista à reportagem do Think Plastic Brazil, Reynolds disse que o design é essencial para agregar valor.

ENTREVISTA

Qual é a importância de uma feira para o setor?

De que outra maneira poderíamos saber quem fabrica o quê e qual comprador precisa do quê?Trade shows são necessários para que compradores e vendedores possam mostrar seus produtos e fechar negócio. Uma vez eu perguntei para uma empresa vendedora se era mais frequente o comprador vir se apresentar e pedir algo ou o vendedor mostrar seus produtos, e em 70% dos casos o vendedor vai até o comprador. O Think Plastic Brazil está fazendo um excelente trabalho em colocar essas duas partes juntas. Em suma, é colocar compradores e vendedores para que aprendam mais um sobre o outro. Esse encontro nunca é um tempo perdido

O sr. é quem sabe de todas as tendências do mercado de plástico e utilidades domésticas. De que modo obtém essas informações?

Tenho trabalhado para a IHA há 16 anos, e antes disso já fui comprador e também desenvolvi negócios no setor. Então já estou há bastante tempo na área. Eu passo muito tempo na companhia de varejistas, principalmente no mercado dos EUA, buscando descobrir o que eles precisam, que tipo de produto é bom para eles, como os negócios estão caminhando, e isso nos ajuda a organizar um evento que é voltado não ao lucro mas ao benefício de compradores e vendedores, que os faça ter sucesso. Nosso principal negócio é realizar esse trade show [a International Home & Housewares Show], de maneira que nossa associação sem fins lucrativos trabalhe em prol de compradores e vendedores. Em vez de tentarmos saber o que os vendedores devem trazer, buscamos descobrir o que os compradores querem ver.

Quais as principais tendências do setor?

Entre as coisas que realmente estão levando a um crescimento do setor há um movimento, que é mais acentuado nos mercados mais maduros, de mudança da venda de produtos mais básicos para itens com grande apelo de design – e por design eu não me refiro somente ao estético, mas ao totalmente funcional. Há muitas companhias que chegaram ao mercado americano, muitas delas estrangeiras, trazendo produtos com um diferencial de design. Nós queremos empresas como essas, que elas venham aos EUA.

Você acha que o design é uma maneira de agregar valor a um produto?

Sim. Basta olhar para o que os lojistas estão buscando atualmente. Na época em que eu era um comprador, [as empresas] procuravam bons preços. A partir do momento em que o preço já não é mais diferencial para um produto, é preciso achar outra maneira de se diferenciar. Um dos jeitos de fazer isso é ganhar boa reputação com peças de design atraente. No mercado de varejo dos EUA, por exemplo, a Target [segunda maior varejista, atrás somente do Walmart] se tornou a líder do design de massa. Um ano atrás, eles lançaram uma linha de produtos, principalmente de vestuário, desenvolvida com o apoio de designers e conseguiram vendê-la em um dia. O que eles conseguiram foi encontrar a conexão exata entre estilo de um produto e seu preço. Nos EUA, os preços fazem mais diferença para as famílias de menor renda. Enquanto as famílias com maior renda continuam a olhar o design.

E o que os fabricantes brasileiros deveriam aprender ao olhar para o mercado americano?

O fornecedor deve sempre buscar informações de inteligência de mercado, aprender a dinâmica do país, quem são os parceiros e fornecedores principais naquele local e saber onde ou para quem seu produto é apropriado. O trabalho é o de tentar entender onde o negócio pode ter os melhores retornos. Varejistas americanos, por exemplo, prezam por parceiros que possam lhes dar respostas rápidas.

Como acha que o Brasil deveria olhar para a China?

Sabendo que o grande diferencial da China é, basicamente, o preço, é possível saber como agir. Nos EUA, há uma parcela da população, por exemplo, que é altamente resistente a comprar produtos chineses. Se a China é um bom competidor [em preço], o que eu posso fazer melhor para me diferenciar? Dá para apostar em design, estilo, cores, flexibilidade [na entrega], boas parcerias e muitas outras proposições de valor que não seja preço.

Qual é a sua mensagem para as empresas brasileiras?

Acho que há uma grande gama de oportunidades de negócios e de aprendizado para que os produtos brasileiros sejam vendidos ao redor do mundo. Pelo tempo que passei com alguns fornecedores e fabricantes, há uma vontade de entender rapidamente sobre o mercado global e sei também que a América Latina já é um grande mercado para o Brasil.

Conheça o site da IHA, organizadora da feira Home & Housewares, que o Think Plastic vai participar pela 10ª vez em 2014: www.housewares.org

 

2014 é promissor para exportações, mas é preciso planejamento


TPB201402_04Planejar as ações de uma empresa é como montar uma equipe esportiva: primeiro traça-se a meta, o objetivo do momento, depois são feitos os planos de como conquistar o que foi definido. O planejamento estratégico de uma empresa é similar, é uma forma de colocar no papel a melhor tática para que possa ser tomada a decisão correta. Na década de 60 e 70, usava-se fazer planos quinquenais (de cinco anos) para definir os passos futuros da empresa.

No final dos anos 70, esta forma foi profundamente modificada porque o ambiente de negócios foi se tornando cada vez mais imprevisível e demandando cada vez mais flexibilidade deste plano. À medida que o processo de globalização começou, a competitividade cresceu e uma nova maneira de planejar surgiu – nasceu o conceito de inteligência de mercado ou de negócios, da sigla em inglês, “BI” (Business Intelligence). As empresas se tornaram cada vez mais internacionais e a revisão dos planos, bem como o detalhamento, mais frequentes.

O planejamento estratégico do Think Plastic Brazil passa primeiro pela fase de formulação, onde se define o objetivo, a duração e os meios, ou seja, a estratégia propriamente dita. Depois, é preciso definir o plano operacional, com as ações como participação em feiras, rodadas de negócios, quanto tempo duram e quais são os marcos críticos. Por fim, é preciso definir qual é o orçamento que se pode destinar para cada uma das ações elencadas. Definir indicadores e mecanismos de controle para certificar a conclusão ou não destas metas é o próximo passo.

Marco Wydra, gerente executivo do Programa, alerta sobre a importância de uma empresa planejar suas atividades caso pretenda lidar com o mercado internacional. “A exportação é uma ação contínua, não esporádica”, aponta o gestor, “faz parte da estratégia da empresa, da missão e da visão. Se envolve com todos os departamentos da empresa, desde a produção, logística, contas a pagar e a receber, até o marketing e os recursos humanos. Tudo é planejamento estratégico”, completa.

Comércio exterior nada mais é que um planejamento estratégico feito para a exportação, e é crucial para o sucesso e manutenção das operações internacionais de uma companhia que almeja o sucesso frente aos seus competidores no cenário. Marco afirma que a falta de planejamento faz a empresa investir desordenadamente, o que pode leva-la à conclusão equivocada de que não vale a pena exportar. “Se investe desordenadamente, você não apura resultados e vê custo ao invés de investimento, e então crê que não está dando resultado”, explica o executivo.

O ano de 2014 pode ser um bom ano para o setor do plástico. Diversos cenários indicam um fortalecimento da exportação, tais como o câmbio (previsão de alta para o dólar), e a retomada das economias avançadas dos EUA e Europa. E também está se cristalizando uma nova formação, o MINT (bloco econômico formado por México, Indonésia, Nigéria e Turquia). “Isso mostra que o continente africano espera um aumento no consumo, que as economias da África cresçam bastante e isso deve entrar no planejamento estratégico para não deixar passar a oportunidade”, ressalta Marco Wydra, que ainda aponta a Copa do Mundo como mais um fator favorável às exportações. Marco explica que a Apex-Brasil é patrocinadora oficial da Copa do Mundo e isso trará muita visibilidade e negócios para o setor. “Estes eventos esportivos são, hoje em dia, muito aproveitados para fazer negócios. A Apex-Brasil está criando projetos para trazer compradores internacionais para participarem de rodadas de negócios”, comenta.

Copa do Mundo e os compradores internacionais

O Programa Think Plastic Brazil orienta a feitura e manutenção do planejamento estratégico e fornece dados de mercado ao exportador de plástico, baseados em sua experiência de 10 anos participando em eventos internacionais e facilitando e fomentando relações comerciais entre exportadores brasileiros e importadores de todos os lados do globo. O Programa ajuda o empresário a entender a demanda, pesquisar a concorrência nesses países, as barreiras tarifárias, analisar o comportamento dos consumidores, os canais de distribuição, entre outros atributos. “A gente apoia as empresas associadas no processo de planejamento estratégico. Temos um módulo de Plano Básico para Exportação, comunicação constante com os associados e um departamento de inteligência comercial que incentiva as empresas a elaborarem o planejamento. Estamos dispostos a ajudar e apoiar esse processo”, predispõe-se Marco Wydra. Inclusive, o Think Plastic Brazil chama a atenção para a concepção do Plano Básico de Exportação. Este documento, que parte da estratégia da empresa, mostra um esqueleto de todos os pontos da elaboração do planejamento estratégico, como um norte a ser seguido.

As oportunidades aparecem, e é preciso abraça-las. Marco finaliza com a experiência de um executivo que já passou por diversos setores do comércio exterior: “a palavra-chave é ‘estratégia’. A exportação não pode ser considerada como uma ação isolada, faz parte da empresa e é uma ação contínua. Por meio da exportação a empresa recebe um ganho competitivo, aprende novas metodologias, e esse aprendizado também é útil no mercado nacional.”

O que você está esperando para começar a exportar? Entre em contato com o Programa Think Plastic Brazil pelo telefone +55 (11) 2418-4771 ou pelo e-mail faleconosco@thinkplasticbrazil.com e tire todas as suas dúvidas sobre como se tornar um associado.

 

2º Congresso Brasileiro do Plástico será realizado em outubro

Já estão abertas as inscrições para o 2º Congresso Brasileiro do Plástico. O evento será realizado no dia 06 de outubro no teatro da PUC, em Porto Alegre (RS), e trará discussões sobre a contribuição do produto em segmentos estratégicos como saúde, sustentabilidade, inovação e tecnologia, além de seu papel na economia brasileira por meio da exportação. As inscrições podem ser feitas pelo site www.congressodoplastico.com.br e terão desconto até 31/08.congresso

40º Projeto Comprador: oportunidade, conhecimento e novidades

TPB201402_05No próximo dia 27 de fevereiro haverá a quadragésima edição do tradicional Projeto Comprador do Programa Think Plastic Brazil. Esta plataforma comercial traz empresas estrangeiras compradoras de materiais de transformadores plásticos e promove uma rodada de negócios com três propósitos: dar ao estrangeiro a oportunidade de conhecer empresas brasileiras, dar às empresas brasileiras a oportunidade de vender os seus produtos e mostrar as suas novidades e fazer negócios.

[Clique aqui para marcar as suas reuniões]

Por meio do Projeto Comprador e pelo fato de o convite partir do Think Plastic Brazil – organização sem fins do lucrativos que conta com o apoio do Governo Federal -, o empresário brasileiro tem a oportunidade de receber em sua fábrica empresários de grandes empresas internacionais, que comumente não aceitam viagens oferecidas por eventuais fornecedores.

As empresas convidadas são previamente mapeadas e identificadas pela inteligência comercial do Think Plastic Brazil. Primeiro identifica-se potenciais mercados-alvos e empresas compradoras. De acordo com Cristina Sacramento, especialista em desenvolvimento de mercado do Programa, é dada preferência às empresas de relevância regional. Depois de identificar o colaborador responsável por compras dentro da empresa, o convite é feito. “Esse perfil pode variar, já que em alguns casos pode ser o comprador, e em outros o especificador”, explica a especialista.

“O que um busca o outro oferece”

O Programa propõe reuniões adequadas ao perfil dos interessados, o que significa uma mobilização das empresas que produzem o que o comprador precisa. “Esse é o matchmaking técnico, quando é levado em conta as especificidades do que um busca e do que o outro oferece”, esclarece Cristina.

Após a rodada de negócios, dependendo do resultado das reuniões de 20 a 30 minutos de duração, existe abertura para um convite para conhecer a planta fabril do fabricante. Cristina Sacramento enfatiza que “a possibilidade de ver a planta fabril permite ao comprador avaliar as tecnologias, comprovar a estrutura e as condições de trabalho, que no Brasil são bastante rígidas”. Além disso, Cristina destaca que o empresário brasileiro terá a oportunidade de entender o setor, conhecer as novidades e um portfólio de compradores.

A credibilidade do Think Plastic Brazil foi conquistada ao longo de 10 anos de exposição em alguns mercados internacionais que chancelam a solidez do Programa, além da isenção de diversos custos ao associado. O projeto já trouxe mais de 300 compradores ao Brasil e para a 40ª edição do Projeto Comprador, cinco grandes players internacionais são esperados. “Nossa expectativa é que o estrangeiro entenda o setor no Brasil, conheça as novidades e um portfólio de vendedores”, conclui a executiva.

No dia do evento, os fabricantes levam amostras de materiais comercializados, especificações técnicas, e chegam preparados com informações como custos de logística fornecidos pelo Programa. Para o esclarecimento de eventuais dúvidas, entre em contato diretamente com Cristina Sacramento pelo telefone +55 (11) 2148-4773 ou pelo emailcristina.sacramento@thinkplasticbrazil.com.

Veja os resultados dos últimos encontros promovidos pelo Think Plastic Brazil:

thinkplasticbrazil.com/pt/Programa_Resultados_EventosEmNumeros.aspx

45º Projeto Comprador House & Gift

15 e 16 de agosto
São Paulo / SP
Compradores internacionais de utensílios plásticos para uso doméstico virão a São Paulo para participar das rodadas de negócios organizadas pelo Think Plastic Brazil durante o 45º Projeto Comprador. As reuniões acontecerão no espaço da 51ª House & Gift Fair, o que dará aos visitantes a oportunidade de conhecer os 1300 expositores da maior feira profissional de decoração e artigos para a casa da América Latina.

46º Projeto Comprador Plastech

24 e 27 de agosto
Caxias do Sul / RS

Sua empresa já está pronta para o 46º Projeto Comprador Plastech? Dessa vez, haverá duas oportunidades de integrar as 100 reuniões de negócios previstas: a primeira rodada ocorrerá em São Paulo, no dia 24, e a segunda, no dia 27, dentro do pavilhão onde se realizará a 5ª edição da Plastech, em Caxias do Sul. Nos demais dias, os sete compradores já confirmados poderão conhecer fábricas nos dois estados visitados.

47º PC: reuniões e negócios fechados na Gift Fair

A Gift Fair, realizada em São Paulo, foi o palco da 47ª edição do Projeto Comprador do programa Think Plastic Brazil. Voltado para empresas produtoras de artigos para casa e utilidades domésticas, o projeto comprador reuniu 55 empresas e cinco compradores internacionais, vindos da Bolívia, Canadá, Peru e Romênia.

Foram dois dias de rodadas de negócio e 266 reuniões realizadas. Os participantes fecharam USD 133 mil em negócios durante a feira e a previsão para os próximos 12 meses é de outros USD 2,8 milhões. A programação contou, ainda, com palestra da Euromonitor sobre tendências para casa e utilidades domésticas nos mercados da Argentina, Canadá, EUA e México.

Para o boliviano José Gonzalo Arce, comprador da Cimar, o projeto comprador foi uma excelente oportunidade. “Volto pra casa com as expectativas superadas. O projeto comprador foi excelente, outros países deveriam fazer o mesmo para promover suas exportações”, afirmou ao final do evento. Clique aqui para ver o depoimento dele.

Além das reuniões, os compradores internacionais tiveram a oportunidade de circular pela feira e visitar os estandes de grande parte dos associados na feira, uma das principais do setor no Brasil.

O próximo projeto comprador do Think Plastic Brazil será realizado durante a feira Fispal Tecnologia, em São Paulo, nos dias 14 e 15 de junho, com foco em fabricantes de produtos para uso em alimentos e logística.

Resultados 47º PC

 

A seguir, neste mesmo canal

O convênio do Programa Think Plastic Brazil com término em 2014 já está no final, mas as equipes do Programa e da Apex-Brasil já estão cuidando da renovação até 2016. O hiato se inicia no final de junho, após a feira ExpoPack, no México, entre os dias 17 e 20. Entretanto, até lá ainda há muita água para rolar.

TPBNews_052014_AgendaAinda em junho, o Programa fará parte da ExpoPack, no México, que acontece entre os dias 17 e 20 e pretende receber 29 mil compradores e mais de mil expositores na edição. Pesquisas apontam que 57% dos visitantes estão interessados em tecnologias de envase e 64% em embalagens, materiais e componentes. A tomada de interesse já foi feita e o Think Plastic Brazil, sempre atento aos movimentos do mercado, incluiu mais esta ação para o segmento de embalagens, trazendo uma oportunidade de entrar no mercado mexicano e fazer contato com compradores de mais de 30 países. Também é esperada a participação de 10 empresas associadas no estande do Programa.

Ao longo dos cinco primeiros meses do ano foram 07 eventos de Promoção Comercial: 40º Projeto Comprador, com foco em Embalagens Flexíveis; Feira Ambiente, em Frankfurt, para o setor de Utilidades Domésticas; Feira International Home & Housewares , também com foco em Utilidades Domésticas  (e realizada em parceria com o Metal Brasil, Glass Brasil e Lux Export Brasil com a assinatura Brasil Beyond); Doing Business Canadá, em Toronto e Montreal; Expomin Chile, com foco em Embalagens Flexíveis; 38º Projeto Comprador também Flexíveis; 37º  Projeto Comprador com o segmento de UD Plástica, Metal e Vidro e por fim, a Interpack. E o fôlego continua forte para realizar ainda mais no convênio que entra.

Ação comercial forte na Colombiaplast consolida presença brasileira no mercado da América Latina

As empresas associadas ao Think Plastic Brazil tiveram a oportunidade de participar de mais uma edição da Colombiaplast, realizada entre os dias 29 de setembro e 03 de outubro, em Bogotá. Especializada no segmento industrial, a feira, que acontece de dois em dois anos, já faz parte do calendário do Programa desde 2006 e é um dos destaques na Colômbia, um dos mercados prioritários para a área de plástico

TPB_156_102014_colombiaplastDesta vez 15 empresas participaram do evento: Copobras, C-Pack, Cromex, Embaquim, Geraldiscos, Jaguar, Kromos, Naxos, Nortene, Pabovi, Packseven, Pisani, Schwanke, Topack e Zaraplast. No total, os 431 contatos realizados geraram exportações imediatas da ordem de US$ 112 mil, com 57 possíveis negócios a serem concretizados nos próximos 12 meses.

Cristina Sacramento, especialista em Desenvolvimento de Mercado para Embalagens Flexíveis do Think Plastic Brazil, destaca que a feira possibilita oportunidades de negócios além da Colômbia. Nessa rodada, por exemplo, os empresários brasileiros receberam visitas de compradores de 13 países: Colômbia, Costa Rica, Venezuela, Estados Unidos, Equador, Panamá, Brasil, República Dominicana, Peru, Nicarágua, Honduras, Bolívia e Trinidad e Tobago.

Segundo Márcia Vendrame, da Pabovi, que expôs na feira pela primeira vez, “o objetivo era conhecer e fazer contatos. Mas o evento superou as nossas expectativas. Fruto de um contato feito na feira, visitamos um importador e estamos em vias de fechar uma venda”, afirma a representante da área de Negócios Internacionais da empresa.

Pedro Pontim, da Kromos, também ficou entusiasmado com o evento. Ele considera importante conhecer o mercado, principalmente para quem está iniciando no processo de exportação.“Aqui estamos tendo a oportunidade de fazer contatos e trocar experiências”, confirma.

Já Valdemar Retke, gerente Comercial da Naxos, que estreou na Colômbia na feira Andina-Pack ano passado e agora participou da Colombiaplast, conta que a partir da feira, a Naxos desenvolveu um distribuidor na Colômbia. “Há uma aceitação do mercado, principalmente em relação aos produtos personalizados, estamos animados”, completa.

Na opinião de Douglas de Lima, gerente de Comércio Exterior da C-Pack, a participação neste tipo de evento consolida a presença no mercado. “A C-Pack já tem clientes ativos na Colômbia, mas nos interessa também países próximos, como Panamá, Equador, Peru e Costa Rica”, reforça.

Algumas empresas, como a Copobras, também aproveitaram a Colombiaplast para circularem e ampliarem seu alcance.

“Mais uma vez, a Colombiaplast mostrou ser um evento que representa o mercado colombiano e a região andina. E nós estamos vindo cada vez mais preparados, com várias ações de inteligência e integração com outros eventos, como o Projeto Comprador”, confirma Marco Wydra, gerente executivo do Think Plastic Brazil.

Assista os depoimentos das empresas associadas, participantes da feira:

Ação no Canadá consolida presença brasileira no país

TPB042014_02_CanadaA cultura de cada país é um indicador para que o empresário saiba como se portar ao apresentar o seu produto. E as 22 empresas brasileiras que participaram do Doing Business in Canada, realizado em Toronto e Montreal em março, embarcaram cientes de todas as diferenças entre as nações. E aprenderam ainda que num mesmo país as diferenças existem até mesmo de região para região. Diante da expertise adquirida anteriormente junto à equipe da Câmara Brasil-Canadá, as companhias brasileiras conseguiram realizar cerca de 300 rodadas de negócios, número expressivo que culminou em muitas prospecções. Além do Programa Think Plastic Brazil, também participaram da ação no país norte americano os programas Glass Brasil e Metal Brasil, que juntos fortaleceram a presença brasileira no evento. Ainda, os consulados brasileiro e canadense também chancelaram a rodada de negócios.

No primeiro dia, em Toronto, 20 empresas associadas – que englobam as categorias de plásticos rígidos e flexíveis – participaram do Projeto Vendedor. Ao final do encontro foram contabilizadas 184 rodadas de negócios. “A qualidade dos compradores foi muito boa”, enfatiza Marcos Toma, gerente de exportação da brasileira Poly Play“eles estavam procurando este tipo de evento. Apresentei nosso produto de forma diferente do que fiz em Chicago, na HH. Pensei em uma estratégia que deu certo no Canadá, mais voltada para o lado ecológico”, explica .

Estiveram presentes 14 compradores de grandes empresas canadenses, que possuem centenas de lojas no país. A oportunidade de estar em contato com este tipo de comprador abriu um vasto leque de opções para os brasileiros presentes.  A prospecção, para os próximos doze meses, foi da ordem de US$ 1,8 milhões.

Gilberto Agrello, especialista em desenvolvimento de mercado do Programa Think Plastic Brazil, acompanhou a missão canadense e fez um balanço para o mercado nacional. “Houve grande adesão por parte dos canadenses, com presença de grandes players. Recebemos elogios por escrito da organização do evento e tivemos a presença de vice-presidentes das companhias, que são figuras raras neste tipo de evento.”

“Nem imaginava que teriam compradores de lojas tão grandes”

No Projeto Vendedor de Montreal, foram 110 rodadas de negócios, com a presença de 19 associados. Além disso, também ocorreu uma clínica da Canadian National, grande empresa canadense de logística, responsável por transporte ferroviário e marítimo. Neste segundo dia, a prospecção de negócios futuros chegou a US$ 850 mil. “Em Montreal foi ainda mais focado”, compara Toma. “Eles são muito críticos em relação à qualidade, design e às certificações. Nem imaginava que teriam compradores de lojas tão grandes, e o TPB conseguiu levar esses ‘caras’ para conversar com a gente”, completa.

Um dos grandes destaques do evento foi a presença do vide presidente de desenvolvimento de produtos da LobLaw, Eric Berthold, nas rodadas de Toronto. A empresa dirigida por Eric possui mais de 1000 pontos de venda no Canadá. Além disso, Kelly Dimitropoulos, diretora de importação da Rona, rede de cerca de 800 lojas do ramo da construção civil (home improvement), também compareceu.

Antes das rodadas, em um seminário preparatório, Diana Spina, chefe de desenvolvimento de produtos da LobLaw, deu uma palestra sobre o Canadá muito bem avaliada pelos presentes. Durante as rodadas de Toronto e Montreal, a presença da presidente e do vice-presidente da CCBC (Câmara de Comércio Brasil-Canada), respectivamente Esther Nunes e Antonio Conde, conferiram solidez à ação. Ainda, Vee Kashroo, vice presidente de desenvolvimento e recursos de mercado da Canadian National WorldWide (CNWW), uma das maiores empresas de logística do país, também compareceu às rodadas de negócios.

Além das rodadas de negócios organizadas para as empresas de UD também formam organizadas agendas individuais com reuniões em potenciais clientes para empresas associadas cujo perfis demandavam uma ação mais específica e focada, como o segmento de embalagens, por exemplo.

Agora a lição de casa dos brasileiros participantes será entrar em contato para consolidar os negócios acordados durante o evento. Ao final, somou-se 294 rodadas e 25 compradores, com um total de negócios previsto estabelecido em US$ 3,6 milhões.