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Conheça o novo Plano Nacional de Exportações

O governo federal lançou um programa para reorientar a estratégia comercial brasileira a fim de que o país abocanhe mais do que o atual 1,2% do total das transações internacionais. O Plano Nacional de Exportações (PNE) vai se estender até 2018 e foi construído em parceria com os estados e com cerca de 80 entidades setoriais representativas de empresas e trabalhadores.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, engordar o número de exportadores – atraindo para esse movimento também as micros, pequenas e médias empresas – é fundamental para aumentar as exportações. Outra frente de batalha prevê diversificar a pauta de itens comercializados, reforçando a participação daqueles com mais tecnologia embutida. Por fim, o governo propõe medidas para a ampliação do agronegócio e para a recuperação das exportações de bens manufaturados.

O monitoramento constante de quatro indicadores orientará a atualização das ações ao longo de todo o PNE. O volume e o valor das exportações são o primeiro deles; depois vêm o valor agregado nas exportações, o número de novas empresas exportadoras (totais por país e por região) e o índice de concentração das exportações (tipos de produtos e serviços, além dos destinos).

São cinco os pilares do Plano Nacional de Exportações:

1. Acesso a mercados

A ideia é ampliar remover barreiras e fazer uso mais intenso de acordos comerciais com as mais variadas regiões do mundo.

2.Promoção comercial

Um trabalho de pesquisa e análise mapeou 32 mercados prioritários para os produtos brasileiros. Esse mapa vai nortear as ações de um calendário único envolvendo todas as missões comerciais coordenadas pelos diversos órgãos nacionais que operam no comércio exterior, como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), à qual o Think Plastic Brazil está ligado. Dessa forma, o governo pretende abrir, consolidar, manter e recuperar mercados tradicionais e emergentes.

3. Facilitação de comércio

A meta é desburocratizar, simplificar, racionalizar e aperfeiçoar processos administrativos e aduaneiros, reduzindo prazos e custos.

4.Financiamento e garantia às exportações

Para isso, o governo quer aprimorar os instrumentos de financiamento às exportações, dando previsibilidade aos empresários.

5.Aperfeiçoamento de mecanismos e regimes tributários para o apoio às exportações

Trata-se de simplificar, racionalizar e melhorar o sistema tributário relacionado ao comércio exterior.