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Do saco de cebola à América Latina em sete meses

Fabricar sacos para embalar cebola era o grande projeto de empreendimento de Gilmar Darolt. Representante de indústrias do setor plástico da Região Sul do país, ele sempre teve o sonho de abrir sua própria fábrica, não só para embalar o bulbo mas também para ensacar outros produtos, como cereais. O projeto saiu do papel e, desde janeiro, ele viu sua linha de produção de tecido plástico de polipropileno (ráfia) atingir a capacidade máxima – e países como México e Peru ficarem mais perto de casa.

201310_JuniorRafiaA Junior Ráfia, surgida no fim de 2012 a partir da instalação de um parque fabril em Aurora (SC), foi iniciativa de Darolt, que já tinha experiência com a venda de embalagens ao setor cerealista. Mas a produção de sacos não deu certo e, por indicação dos diretores Ruben Filho (Comercial) e José Bittencourt (Industrial), o modelo de negócio migrou para a produção de matéria-prima. “A ideia não era vender o produto acabado, e sim a matéria-prima, o tecido do qual são feitas as embalagens”, explica Filho. Entre os produtos, tecidos de polipropileno trançado (ráfia), sacarias e contentores flexíveis (big bags).

O ganho estava em transformar uma potencial desvantagem competitiva – a empresa nova no mercado com pouco tempo de produção – em vantagem. “Nossa maior dificuldade foi garantir a qualidade do equipamento”, afirma o diretor comercial.

Para Filho, era difícil enfrentar concorrentes com 50 anos de mercado. A tática, então, foi vender o tecido de polipropileno para os fabricantes finais das embalagens, em vez de apostar nos big bags acabados. “Muitas empresas veem nossa empresa como fabricante de matéria-prima e isso nos ajuda a ganhar mercado”, avalia. “Começamos a ganhar o mercado rapidamente e grandes players hoje são nossos clientes”, conta.

Ele diz que, claro, qualidade e entrega no prazo também contam muitos pontos na hora de fechar negócio. “Devemos implantar mais uma extrusora que vai adicionar mais 400 toneladas de capacidade até 2015 – hoje operam com 300 toneladas por ano.”

Hoje, não é mais cebola que recheia as embalagens, mas sementes, ração, açúcar e farinha. A exportação veio como forma de terminar de escoar parte da produção atual – e mercados como Colômbia, Peru e Chile já têm grupos de trabalho direto, com representantes já atuando com prospecção de mercado. “O próximo passo é ir para Uruguai e México, que serão o ápice dessa etapa de produção”, diz.

Para se diferenciar no exterior, Filho defende um trabalho consistente e contínuo. “Em 2006 e 2007, trabalhei na América Latina e vi que existe uma carência muito grande de empresas sérias que queiram fazer um trabalho contínuo”, avalia. “É importante que aprendamos por aqui e busquemos exportar”, reforça.

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Fonte: Think Plastic Brazil