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O poder de atração do México

Entre 16 e 19 de junho, representantes de 14 indústrias brasileiras do plástico observaram com os próprios olhos a atual pujança da economia mexicana. Eles levaram seus produtos à Cidade do México para a Expo Pack, maior feira do setor de embalagens na América Central, que acontece há 30 anos.

“Nós já vendíamos para o México, mas muito pouco. Essa foi uma oportunidade para conhecer os desafios do mercado daqui, que é diferente do brasileiro, e para entender melhor como se posicionar no México”, disse Andreia Johansen, da Incom, durante a primeira participação da empresa no evento. Especializada em embalagens para produtos de beleza e cuidados pessoais, a Incom deixou o México empolgada com as perspectivas que se abriram: “Em quatro dias, fizemos em torno de 60 contatos qualificados, o que é bastante. O programa Think Plastic Brazil é positivo porque ajuda a trazer os clientes para visitar a feira. Então eu acredito que dentro de poucos meses a gente vai começar a ver os negócios se concretizarem”.

A expectativa do fabricante brasileiro está relacionada ao desempenho positivo do mercado mexicano de embalagens para cosméticos. Em 2014, o crescimento foi de 2%, atingindo 4,5 bilhões de unidades. A mesma taxa de evolução foi verificada nos segmentos de embalagens de plástico rígido, que inclui garrafas PET e PEAD, e de tampas – essas últimas somaram 56,4 bilhões de peças, sendo que 38% foram tampas com fechamento de rosca. No total, o país consumiu 53 bilhões de embalagens flexíveis no ano passado, boa parte delas resultado de inovações tecnológicas, a exemplo daquelas que possibilitam a fabricação de produtos com selo verde. Entre os maiores consumidores de embalagens no México, estão o grupo de panificação Bimbo – que detém marcas como Pullman, Ana Maria, Nutrella –, o Grupo Gamesa, pertencente à PepsiCo, e a Femsa Empaques, que engarrafa os produtos da Coca Cola.

Quinto maior país das Américas em área, o México ocupa o posto de segunda maior economia da América Latina, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,287 trilhão em 2014 (2,1% de crescimento sobre o ano anterior). Os números vistosos explicam o interesse  do Brasil, que tem esse vizinho como um de seus principais parceiros comerciais. De acordo com o nosso governo, nos últimos dez anos o volume de transações entre as duas nações dobrou. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mexicana deve crescer 3% em 2015, muito acima das taxas negativas esperadas para o Brasil (-1%), Argentina (-0,3%) e Venezuela (-7%).