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PEIEX impulsiona negócios

Junho foi mês de quebra de recorde de exportação na Kromos Rótulos, de Monte Mor, no interior paulista. Especializada em etiquetas adesivas e sleeves (rótulos termoencolhíveis) para embalagens de itens alimentícios, de higiene e de limpeza, a empresa há cinco anos começou a vender parte de sua produção para fora do Brasil. Dessa vez, porém, exportou não apenas os rótulos como seu mais novo produto: um equipamento que aplica os sleeves. “Foi a primeira máquina que comercializamos, e o comprador é da Bolívia”, diz Pedro Pontim, gestor de comércio exterior da Kromos.

A venda inédita coroou uma consultoria de gestão e exportação realizada por intermédio do Projeto de Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), no segundo semestre de 2014. Capitaneado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o PEIEX tem o objetivo principal de incrementar a competitividade sustentável nos negócios e incentivar a cultura exportadora. Faz isso gratuitamente, proporcionando melhorias gerenciais e inovações tecnológicas entre as empresas que aderem a sua proposta.

Planejar para realizar

Enquanto a Kromos colhe os primeiros frutos do programa, a Renova Soluções Urbanas, fundada em São Paulo cinco anos atrás, prepara o terreno de olho num futuro farto. No início de 2015, ao se associarem ao Think Plastic Brazil e apresentarem seus suportes de placas, feitos de 98% de matéria-prima reciclada, os sócios da Renova receberam uma sugestão: “O pessoal do Think Plastic percebeu o potencial de exportação do nosso produto, já que ele é de plástico reciclado, e recomendou que nos candidatássemos ao PEIEX”, conta o empresário Fernando Sabongi Cunha.

Aceita no programa, a Renova passou por uma análise completa, da qual emergiram três pontos a ser melhorados: rotinas de administração e custos; expansão e vendas; e planejamento estratégico. “As ferramentas de planejamento indicadas por nosso consultor são muito fáceis de usar e aceleraram nossas decisões”, afirma Cunha. Entre as principais decisões, está a de colocar um pé no mercado externo. “Sentíamos que deveríamos exportar, mas não sabíamos por onde começar. Agora, capacitados, ganhamos segurança.” E atraíram a confiança de um fornecedor americano que pretende se associar à Renova a fim de levar os suportes brasileiros para as rodovias dos Estados Unidos. Para tanto, os empreendedores já deram início a um processo de patenteamento e homologação dos produtos no país e, enquanto isso, estudam soluções para ampliar sua capacidade produtiva, tipos de contratos internacionais e formas de distribuição. A expectativa é grande: “O mercado do estado de Minnesota é maior que o do Brasil inteiro!”, afirma Cunha.