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Peru multiplica oportunidades com expansão da classe média

Crescimento fortemente apoiado no incremento do consumo na população, expansão da classe média e aumento da renda média. Parece mera coincidência, mas a verdade que o perfil econômico do Peru tem mesmo muito a ver com o Brasil de dois anos atrás. De acordo com a consultoria Apoyo & Asociados, as vendas do varejo no Peru subiram 40,9% em 2012 na comparação com 2012. Não à toa, o Wal-Mart estaria estudando a possibilidade de abrir suas lojas naquele país, segundo aventou recentemente a imprensa.

Os registros macroeconômicos também são expressivos. O Ministério da Economia e Finanças (MEF) do Peru prevê que, se mantidas as condições atuais, o país deve registrar o maior crescimento do PIB da região – 6,1%. O MEF disse ainda, no âmbito do seu Marco Macroeconômico Multianual para o período 2014-2016, que a renda per capita deverá crescer 36,5% em 2016, para US$ 9.045. Como comparação, Uruguai, Brasil e Argentina têm renda per capita de US$ 17.534, US$ 14. 631 e US$ 12.958, respectivamente.

O país já é o sétimo maior mercado para as empresas brasileiras do segmento plástico, só atrás da Argentina, China, Chile, Bélgica, Estados Unidos e Venezuela, os líderes do ranking. Entre maio de 2012 e o mesmo mês deste ano, o Peru importou do Brasil 84,5 mil toneladas de produtos, volume equivalente a US$ 156,9 milhões.

Principais destinos de exportações de plásticos – Maio de 2012/Maio de 2013
Posição Descrição do País US$ FOB
ARGENTINA  R$ 960.199.247
CHINA  R$ 264.465.171
CHILE  R$ 241.391.381
BELGICA  R$ 231.141.012
ESTADOS UNIDOS  R$ 218.453.677
VENEZUELA  R$ 174.678.522
PERU  R$      156.946.135
PAISES BAIXOS (HOLANDA)  R$ 152.594.593
PARAGUAI  R$ 148.925.963
10º COLOMBIA  R$ 113.589.411
11º OUTROS  R$ 1.110.714.179
TOTAL    R$ 3.773.099.291
FONTE: ALICEWEB/MDIC

 

Destinos das exportações dos associados em 2012
Posição Descrição do País US$ FOB
ARGENTINA  R$ 91.513.738,00
ESTADOS UNIDOS  R$ 39.338.379,00
URUGUAI  R$ 34.644.904,00
PARAGUAI  R$ 33.225.821,00
CHILE  R$ 29.131.080,00
VENEZUELA  R$ 25.183.174,00
COLÔMBIA  R$ 22.114.313,00
COSTA RICA  R$ 17.421.876,00
BOLÍVIA  R$ 15.676.998,00
10º PERU  R$ 13.239.880,00
11º MÉXICO  R$ 7.123.565,00
12º ÁFRICA DO SUL  R$ 4.666.079,00

 

02_PromartAs bandeiras peruanas crescem e vão se tornando cada vez mais clientes fiéis dos exportadores de plástico do Brasil. A recente experiência da Promart – uma das maiores cadeias de homecenters do Peru, com 15 lojas – é um indicativo disso. Apenas 20 minutos foram necessários para fechar um negócio que se concretizaria em tempo recorde: 40 dias depois. “Para a Promart a questão era tempo… muito curto. Queriam ter a mercadoria ainda em junho, sendo que o evento [33º Projeto Comprador, realizado na véspera da Fórmula Indy, em São Paulo] foi no início de maio. Entre o evento e o embarque da mercadoria no porto foram aproximadamente 40 dias”, conta Lialice Schmitt, diretora de exportações da Metalúrgica MOR.

O compromisso assumido efetivamente foi cumprido. O primeiro contêiner saiu do Porto de Rio Grande (RS), em 15 de junho. Melissa Viacava, compradora da Promart, encomendou um mix de cadeiras de praia, piscinas de PVC e varais para roupa, que completaram dois containers (1×20´std e 1×40´std), totalizando aproximadamente US$ 50.000 em mercadorias.

O negócio não é o primeiro da MOR no Peru. A empresa aos poucos se torna referência para o segmento de homecenters naquele país. Na opinião de Lialice, a crescente penetração do Brasil se justifica também por conveniências logísticas. “Isso se dá pela proximidade com o Brasil, o que reduz o transit time entre o despacho e a recepção da mercadoria, que não ultrapassa 15 dias.” O Peru corresponde a 3% da atuação da MOR no exterior, mas pode se tornar um mercado de US$ 1 milhão. “Só não é ainda devido à concorrência asiática e à ausência de um acordo comercial mais dinâmico entre Brasil e Peru”, completa.

“Radiografia completa” do Peru já está disponívelA consultoria peruana Maximixe finalizou o estudo sobre o Peru, encomendado pelo governo federal brasileiro, a que o Think Plastic Brazil teve acesso recentemente. O estudo foi conduzido ao longo de 2012 pela consultoria para subsidiar ações de exportação àquele país. O associado do Programa tem acesso livre ao estudo, que conta com 409 páginas. Clique aqui para baixar o estudo.

Agora na versão completa e finalizada, o estudo demonstra diversas oportunidades em quase todas as áreas do setor plástico, entre as quais se destacam utensílios domésticos, não-tecido, sacolas plásticas, filmes e películas de BOPP e PET, stretch film de PE, geomembranas de PVC, masterbatches, tampas rígidas, big bags e sacos de ráfia.

Fonte: Think Plastic Brazil