Por que Exportar?

As razões que levam uma empresa a tomar a decisão de destinar seus produtos para o mercado internacional podem ser diversas e diferenciadas.

Além dos motivos óbvios que recomendam essa decisão, principalmente o aumento das receitas operacionais, algumas das razões de “por que exportar”, entre tantas outras que podem ocorrer devido às características e peculiaridades de cada empresa, são a seguir mencionadas.

Melhorias financeiras

As exportações realizadas para pagamento à vista ou a prazo dispõem de mecanismos no mercado interno, entre os quais o ACC e/ ou ACE, que permitem o recebimento antecipado das receitas de exportação, a taxas de juros internacionais, antes mesmo do início de produção da mercadoria, do seu embarque para o exterior ou do seu pagamento pelo importador.

Essa alternativa propicia à empresa, simultaneamente, maximizar seu capital de giro, reduzir seu custo financeiro e melhorar seu fluxo de caixa. Esse conjunto de fatores positivos tem como conseqüência a maior produtividade do capital na exportação, o qual gira mais rápido do que no mercado interno, proporcionando maior lucratividade à empresa e/ ou maior competitividade externa ao produto exportado.

Marketing e “status”

A concretização de exportações em mercados com elevados níveis de controle e integrados por consumidores exigentes – como Europa e Estados Unidos – representa claro indicador de que os produtos fabricados pela empresa têm qualidade e preço competitivo.
Essa situação, aos olhos dos consumidores brasileiros, significa prestígio e status para empresa e seus produtos, constituindo eficiente campanha de marketing indireto com reflexos positivos sobre suas atividades comerciais no mercado interno.

Qualidade e operacionalidade

O mercado externo requer das empresas exportadoras técnicas de produção mais desenvolvidas e controles de qualidade mais rigorosos. A aplicação desses instrumentos operacionais nos produtos destinados ao exterior, automaticamente, também será adotada para melhorar a operacionalidade e a qualidade dos produtos comercializados no mercado doméstico, provocando aumento em suas competitividade, produtividade e lucratividade.

Redução de instabilidade e diluição de risco

A concentração de atividades comerciais apenas no mercado interno expõe a empresa a riscos de instabilidade decorrentes de eventuais alterações na política econômica.

Essa situação dificulta a elaboração de planejamentos de longo prazo, a realização de investimentos em novos segmentos, a aquisição de novas tecnologias e a expansão ou modernização industrial, em decorrência da insegurança representada pela concentração de atividades comercias num único mercado.

Por essa razão, a destinação de parte da produção também ao mercado externo dilui os riscos comerciais e econômicos, permitindo mais segurança na tomada de decisões, especialmente as de longo prazo, pois não é normal ocorrerem retrações e instabilidades simultâneas em mercados distintos, ou seja, interno e externo.

Ampliação do mercado e economia de escala

A exportação proporciona uma série de vantagens – diretas e indiretas – para as empresas exportadoras, conforme a relação adiante

  • abre perspectivas para a expansão de mercados compradores além fronteiras domésticas;
  • permite a criação de economia de escala na produção;
  • proporciona a redução dos custos indiretos de fabricação;
  • pode levar à diminuição dos custos unitários de matéria-prima, em decorrência de maiores quantidades consumidas e adquiridas;
  • consolida a redução dos custos fixos unitários;
  • permite a busca de novos mercados com maior poder aquisitivo, possivelmente oferecendo melhores preços de venda e proporcionando maiores lucros.

A essa lista de benefícios proporcionados pela exportação, muitos outros fatores podem ser agregados, dependendo de cada empresa, do seu porte, do setor, do produto e de sua agressividade empresarial.

Importação de tecnologia oculta

Quando uma empresa realiza a venda de um produto para o exterior, normalmente tornam-se necessárias algumas alterações em seu sistema de produção no seu controle de qualidade, no seu design, entre outras, para atender às exigências ou características do mercado importador.

Essas modificações podem ser concretizadas a partir de informações técnicas, desenhos industriais, pesquisas de mercado, moldes, modelos etc., que muitas vezes são fornecidos pelo próprio importador, constituindo-se, indiretamente, numa importação de tecnologia oculta e sem custo.

A absorção desse know-how pela empresa exportadora para ser aplicado às exportações, obviamente, será também adotado em suas vendas no mercado interno, com o conseqüente e natural fortalecimento comercial da empresa perante seus concorrentes locais.